TJMG pode economizar mais de R$ 25 milhões por mês com novas regras para ‘penduricalhos’; medida afeta 41% dos magistrados

O TJMG economiza R$ 25 milhões por mês com novas regras do STF para "penduricalhos". A medida, que afeta 41% dos magistrados, começa em maio de 2026 e visa controlar gastos.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) se prepara para uma mudança importante que deve gerar uma economia significativa. A partir de maio de 2026, novas regras para os chamados “penduricalhos” entram em vigor, e o TJMG economiza, em média, R$ 25 milhões a cada mês. Isso representa uma redução de cerca de R$ 300 milhões por ano nos gastos do judiciário mineiro. A medida, definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), afeta quase metade dos magistrados e busca controlar os pagamentos de benefícios extras.

TJMG Economiza: Novas Regras e Impacto

O plenário do STF confirmou uma decisão do ministro Flávio Dino, estabelecendo limites claros para as verbas indenizatórias e adicionais por tempo de serviço. Essas verbas, conhecidas como “penduricalhos”, são pagamentos extras que juízes e membros do Ministério Público recebem. Com as novas normas, os pagamentos indenizatórios terão um teto. Eles não podem ultrapassar 35% do valor do teto constitucional, que hoje fica em R$ 16.228,16. Além disso, os magistrados também podem receber o mesmo valor como benefício por tempo de serviço. Portanto, o impacto financeiro será considerável.

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais já informou que está analisando como aplicar as novas diretrizes. Até a implementação total, a instituição segue as regras de transição estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esta fase de estudo é crucial para garantir uma transição suave e dentro da legalidade.

Quase Metade dos Magistrados Afetados

Dados da folha de pagamento de março de 2026 mostram que 41% dos magistrados do judiciário mineiro recebem benefícios que superam os novos limites. Isso significa que 695 dos 1660 juízes terão seus contracheques ajustados. A análise revelou que 689 desses magistrados ultrapassaram o teto por causa de vantagens pessoais, como adicionais por tempo de serviço e outras gratificações. Em muitos casos, esses valores excedem o triplo do que o Supremo Tribunal Federal permite para o futuro.

Os outros seis magistrados excederam o limite por conta de benefícios como auxílio-alimentação, transporte, saúde e ajudas de custo. Por exemplo, dezenas de desembargadores receberam, em março, R$ 109.148,52 brutos. Para se adequar, eles precisarão de um corte de mais de R$ 30 mil em benefícios no valor bruto. Assim, o TJMG economiza uma quantia expressiva.

Como o TJMG Economiza: O Fim dos “Superbenefícios”

A decisão do STF determina que, além do subsídio base de R$ 46.366,19, os magistrados podem receber, no máximo, 35% desse valor em verbas indenizatórias. Isso equivale a R$ 16.228,16. Eles também podem receber outros 35% como Adicional por Tempo de Serviço (ATS). Mesmo com essas limitações, juízes e promotores ainda podem receber até 70% acima do teto constitucional em “penduricalhos”. O objetivo principal dessa medida é evitar que gratificações, sem previsão em lei federal, aumentem os salários para além do limite estabelecido pela Constituição.

A economia estimada com esta medida, considerando todo o país, é ainda maior. Segundo os relatores no Supremo, o corte nos “superbenefícios” pode gerar uma economia de R$ 7,3 bilhões anuais em todo o Brasil. Isso mostra a relevância da decisão e o impacto positivo que ela traz para os cofres públicos. O TJMG economiza no âmbito estadual, mas a iniciativa tem um alcance nacional.

Transparência e Futuro dos Pagamentos

A regulamentação dos “penduricalhos” é um passo importante para a transparência e a gestão fiscal do poder judiciário. Com as novas regras, busca-se padronizar os pagamentos e evitar distorções que levavam a salários muito acima do teto constitucional. O foco é garantir que os benefícios sejam justos e previstos em lei. O TJMG, ao se adaptar, colabora com este movimento nacional de racionalização dos gastos públicos. A sociedade espera que estas mudanças tragam mais equilíbrio e responsabilidade no uso dos recursos.