Quem era Alice Ribeiro, repórter da Band que morreu após acidente na BR-381

A jornalista Alice Ribeiro e o cinegrafista Rodrigo Lapa, ambos da Band Minas, faleceram após um trágico acidente na BR-381. Conheça suas histórias e o impacto de suas perdas.

Uma notícia triste abalou o jornalismo mineiro nesta semana. A jornalista Alice Ribeiro, de 35 anos, e o cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49, morreram após um acidente na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Alice teve a morte encefálica confirmada na quinta-feira (16), enquanto Rodrigo faleceu no local do impacto. Ambos trabalhavam na Band Minas e retornavam de uma reportagem. A tragédia trouxe luto para a emissora e para as famílias dos profissionais.

Detalhes do Acidente na BR-381

O grave acidente na BR-381 aconteceu na tarde de quarta-feira (15). O carro da Band, onde Alice e Rodrigo estavam, bateu em um caminhão na rodovia. A equipe voltava para Belo Horizonte. Eles tinham acabado de produzir uma matéria sobre a importância de duplicar a BR-381 para diminuir os acidentes na via. Rodrigo Lapa dirigia o veículo no momento da colisão e não resistiu aos ferimentos. Alice Ribeiro, por sua vez, foi socorrida em estado grave. Ela deu entrada no Hospital João XXIII com traumatismo craniano e várias fraturas. Infelizmente, os médicos confirmaram a morte encefálica no dia seguinte. A família de Alice decidiu doar os órgãos, um gesto de solidariedade em meio à dor. A Polícia Civil de Minas Gerais já iniciou uma investigação para descobrir as causas e as circunstâncias exatas do ocorrido.

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A Trajetória de Alice Ribeiro no Jornalismo

Alice Maria Ribeiro dos Santos Dadalt era natural de Belo Horizonte. Ela se formou em jornalismo pela PUC Minas em 2015. Sua carreira começou cedo, ainda como estagiária. Trabalhou em grandes emissoras, como TV Globo Minas, TV Alterosa (afiliada do SBT) e RecordTV Minas. Depois de se formar, Alice atuou em produtoras independentes. Além disso, ela foi repórter em diferentes partes do Brasil. Ela passou pela TV Leste, afiliada da RecordTV em Governador Valadares, e pela Rede Bahia, afiliada da TV Globo. Em 2021, Alice entrou para a equipe da Band. Inicialmente, trabalhou em Brasília. Contudo, em agosto de 2024, ela veio para a redação de Belo Horizonte.

A Band, em nota oficial, destacou o envolvimento de Alice com o jornalismo. A emissora também ressaltou seu bom ambiente de trabalho. Colegas de profissão contam que Alice se dedicava a pautas especiais. Por exemplo, ela dava atenção a temas ligados ao autismo. Este era um assunto que ela acompanhava de perto, pois seu irmão tem autismo. Fora do trabalho, Alice vivia um momento especial. Ela cuidava de seu filho pequeno, que tinha menos de um ano. Assim, ela planejava a comemoração do primeiro aniversário da criança.

Rodrigo Lapa e seu Legado Profissional

Rodrigo Lapa, o cinegrafista que morreu no acidente na BR-381, tinha 49 anos. Ele era natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Rodrigo deixou esposa e uma filha de seis anos. Ele já tinha uma passagem pela Band Minas entre 2022 e 2024. Depois, ele retornou à emissora em dezembro de 2025. Ao longo de sua carreira, Rodrigo participou de coberturas importantes. Ele cobriu, por exemplo, o carnaval de Belo Horizonte. Também esteve em eventos relacionados às chuvas na Zona da Mata mineira.

Além de seu trabalho como cinegrafista, Rodrigo Lapa tinha uma paixão especial. Ele atuava como palhaço. Desse modo, levava atividades circenses a crianças internadas em hospitais. Este lado humanitário de Rodrigo mostrava sua dedicação em levar alegria a quem precisava. O corpo de Rodrigo foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML). Foi liberado para a família na madrugada de quinta-feira. O velório ocorreu no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, com o sepultamento no mesmo dia.

A perda de Alice Ribeiro e Rodrigo Lapa representa um momento de grande tristeza para o jornalismo brasileiro. A comunidade de imprensa lamenta a partida de dois profissionais dedicados. Ambos deixam um vazio nas redações e na vida de seus entes queridos. A investigação da Polícia Civil continua, portanto, para esclarecer todos os pontos do trágico evento. A BR-381, conhecida como “Rodovia da Morte”, mais uma vez se torna palco de uma fatalidade que choca o país.