A justiça brasileira confirmou a prisão definitiva do dentista Vitório Campos da Silva, condenado pelos atos de 8 de janeiro em Brasília. Vitório Campos da Silva, de 73 anos, recebeu a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi condenado a 14 anos de reclusão em regime fechado. O dentista é natural de Conceição das Alagoas (MG). Ele é acusado de invadir e depredar o gabinete da primeira-dama Janja, no Palácio do Planalto. Isso ocorreu junto com outros manifestantes. Antes disso, Vitório estava em prisão domiciliar na região de Marabá, no sudeste do Pará. Ele havia sido detido na Operação “Lesa Pátria”.
O mandado de prisão definitiva para o dentista foi expedido em 8 de abril de 2026. Isso ocorreu quase três anos depois de sua prisão inicial. A Polícia Federal ficou responsável pelo cumprimento da ordem. A decisão ocorreu após o processo penal ter chegado ao fim no STF, sem mais possibilidades de recurso. Portanto, a condenação foi confirmada.
Leia também
No entanto, a defesa de Vitório solicitou uma redução de cerca de três anos na pena. Isso se deve ao período em que ele permaneceu em prisão domiciliar. Ele usava tornozeleira eletrônica desde 26 de abril de 2023. Essa solicitação busca ajustar o tempo de cumprimento da pena, considerando o período já passado sob restrição.
O ministro Moraes estabeleceu várias medidas para o caso. Entre elas, estão o cumprimento imediato da pena em regime fechado. O condenado também será incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP). Além disso, foram determinados exames médicos para o início da pena. Há também a detração penal, que é o abatimento do tempo de prisão provisória. A Vara de Execução Penal de Marabá/PA deve ser comunicada em até 48 horas. Uma audiência de custódia acontecerá após a prisão.
A Identificação do Dentista nos Atos de 8 de Janeiro
Durante as investigações, Vitório foi identificado de forma clara. Ele foi flagrado por profissionais de imprensa. Além disso, ele aparece em muitas fotos dentro de gabinetes do Palácio do Planalto, no dia 8 de janeiro. Assim, as imagens serviram como prova crucial.
Um dos detalhes que ajudaram a identificar Vitório foram os óculos que ele usava. Além das semelhanças na aparência facial, como faixa etária, bigode e cor do cabelo, o uso dos óculos foi um “marcador de individualidade” importante. Isso era visível em fontes abertas. Dessa forma, a investigação conseguiu ligar as imagens ao dentista.
O Histórico e as Declarações de Vitório
Um vídeo de 2020, divulgado nas redes sociais, mostra Vitório com uma faixa. Ela dizia “Contra o vírus do STF e do Congresso álcool e fogo”. No vídeo, ele faz declarações fortes. Ele afirma que “nós, o povo, estamos cansados”. Ele também disse que “da próxima vez, ou haverá uma intervenção militar, que não é o ideal, mas nesse momento é a única forma de prender estes bandidos”. Ele também se posiciona “totalmente a favor do Bolsonaro”. Assim, ele se mostrava “contra estes bandidos do Supremo e do Congresso”.
Essas declarações mostram um histórico de descontentamento e posicionamento político radical. Portanto, o contexto das falas dele contribuiu para o entendimento de seu envolvimento nos atos. A prisão definitiva do dentista Vitório Campos da Silva, portanto, encerra um capítulo importante. Ela se relaciona com os desdobramentos judiciais dos eventos de 8 de janeiro.
