Polícia investiga morte de bebê em UPA: lesões indicam agressões

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a morte de um bebê em Belo Horizonte. O IML apontou lesões incompatíveis com acidente, sugerindo agressões constantes. Padrasto e mãe foram presos.

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a morte de bebê UPA em Belo Horizonte. Informações preliminares do Instituto Médico Legal (IML) indicam que a criança, de um ano e oito meses, sofreu lesões que não combinam com acidentes. Os exames sugerem agressões constantes. A causa provável da morte foi uma hemorragia interna. Desse modo, este caso de morte de bebê UPA chocou a comunidade e levou à prisão do padrasto e da mãe da criança.

Padrasto levou criança à UPA já sem vida

Na terça-feira, dia 7, o padrasto levou a criança à UPA Oeste. O boletim de ocorrência mostra que o bebê já estava morto há cerca de uma hora ao chegar à unidade. A equipe médica notou diversos sinais de violência. Entre eles, havia hematomas pelo corpo, sangramentos no nariz e na fralda, um olho roxo e desnutrição. O delegado Matheus Moraes Marques, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explicou a situação.

PUBLICIDADE

Ele afirmou que as lesões eram de diferentes períodos: curto, médio e longo prazo. “Diante de todos os elementos, nós entendemos que o padrasto a espancou, praticou diversos golpes, fazendo com que ela viesse a sofrer uma hemorragia interna e, em razão disso, foi a óbito”, disse o delegado. Portanto, a polícia considera o padrasto o principal responsável pelas agressões que levaram à morte de bebê UPA.

Da versão inicial à prisão do casal

A princípio, o padrasto, de 32 anos, contou à Polícia Militar uma versão diferente. Ele disse que o bebê se engasgou enquanto estava sozinho em casa. Relatou que saiu para visitar a companheira, que estava em trabalho de parto, e encontrou o menino desacordado ao voltar. Inicialmente, a polícia ouviu o padrasto e o liberou. Contudo, a investigação avançou rapidamente.

A Polícia Civil montou uma força-tarefa com servidores do DHPP. Eles localizaram diversas testemunhas, incluindo vizinhos e familiares. Essas pessoas ajudaram a confrontar a versão apresentada pelo padrasto e pela mãe. Assim, com base nas novas informações, o casal foi preso na quarta-feira, dia seguinte ao início das apurações. A prisão ocorreu enquanto eles faziam o reconhecimento do corpo do bebê no IML, o que facilitou a ação policial na apuração da morte de bebê UPA.

Maus-tratos e as acusações no caso da morte de bebê UPA

As testemunhas revelaram detalhes importantes sobre a dinâmica familiar. Elas disseram que a mãe havia saído para dar à luz, deixando os dois filhos com o padrasto. Além disso, o irmão mais velho do bebê, de quatro anos, foi encontrado em situação precária. Por isso, ele foi levado ao Conselho Tutelar para receber proteção e apoio. Igualmente, vizinhos e familiares também prestaram depoimento formal, o que fortaleceu as evidências contra o casal.

O delegado Matheus Moraes Marques informou que a vítima e seu irmão mais velho sofriam agressões e maus-tratos de forma constante. Tanto o padrasto quanto a própria mãe eram responsáveis por essas violências. A mãe tinha conhecimento das agressões e, em um primeiro momento, apresentou uma versão falsa. Depois, ela mudou o depoimento, tentando colocar a culpa apenas no padrasto. No entanto, as provas e os depoimentos apontaram para a responsabilidade de ambos. O padrasto foi preso por homicídio qualificado. A mulher responderá por maus-tratos com resultado morte. Conforme a Polícia Civil, os dois foram encaminhados ao sistema prisional e estão à disposição da Justiça. Este triste caso da morte de bebê UPA ressalta a importância da vigilância e denúncia em situações de suspeita de violência infantil.