A Polícia Civil indiciou um homem de 45 anos pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. Ele é suspeito de matar sua companheira, Kênia Vazi Angélico, de 36 anos, em Varginha, no Sul de Minas. A investigação sobre o caso de feminicídio em Varginha avançou, revelando detalhes que levaram ao indiciamento do suspeito Sílvio Gomes Pereira. Este desfecho representa um passo importante para a família da vítima, que ainda lida com a dor da perda e busca por justiça.
A Dor da Perda e a Busca por Respostas
A família de Kênia enfrenta um período de luto e saudade. A irmã da vítima, Ana Maria Vazi Angélico, expressou a falta que Kênia faz no dia a dia. “Sinto falta da minha irmã todo dia, do barulho, do rádio ligado, de tudo. Das minhas coisas que ela pegava e eu queria que ela estivesse aqui pegando ainda”, afirmou Ana Maria. Este depoimento mostra o vazio deixado pela ausência de Kênia. Portanto, a família acompanha de perto cada avanço nas investigações para entender o que aconteceu e encontrar algum conforto.
Pistas Cruciais Levam ao Indiciamento no Feminicídio em Varginha
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), reuniram provas fortes contra Sílvio. Dois pontos chamaram a atenção. Primeiro, o suspeito foi visto várias vezes perto do local onde o corpo de Kênia foi encontrado, uma área cercada por plantações de bananas. Além disso, um calçado encontrado próximo ao corpo foi reconhecido como pertencente a ele. A delegada responsável pelo caso, Geny Rodrigues Azevedo, explicou os detalhes do inquérito. Ela mencionou que o corpo estava coberto por folhas de bananeira. Sílvio, por sua vez, foi visto carregando pencas de bananas do local, inclusive bananas verdes, oferecendo-as a outras pessoas. O reconhecimento do chinelo, portanto, se tornou um elemento chave para a polícia.
Leia também
O Desaparecimento e a Descoberta do Corpo
Kênia Vazi Angélico desapareceu em 18 de janeiro. Familiares, amigos e o próprio companheiro participaram das buscas pela cidade e região. Contudo, foi o irmão da vítima quem encontrou o corpo no dia 26 de janeiro. A descoberta ocorreu em uma região de mata fechada e de difícil acesso, no bairro Monte Castelo. Este momento marcou o fim das esperanças de encontrá-la viva e o início de uma nova fase da investigação sobre o feminicídio em Varginha.
Prisão do Suspeito e Causa da Morte
Sílvio era considerado foragido da Justiça. Ele foi preso preventivamente no último domingo, na cidade de Barbacena, na região do Campo das Vertentes. A perícia técnica, por sua vez, concluiu a causa da morte de Kênia. O laudo apontou asfixia provocada por estrangulamento. Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil formalizou o indiciamento do companheiro por feminicídio e ocultação de cadáver. A soma das penas para estes crimes pode ultrapassar 40 anos de prisão.
Histórico de Violência Doméstica no Relacionamento
Durante as investigações, a Polícia Civil ouviu mais de dez pessoas. Embora não houvesse registros formais de ocorrências policiais, a apuração revelou que Kênia já havia sofrido violência doméstica ao longo do relacionamento. O casal tinha uma relação conjugal há algum tempo, e este relacionamento era marcado por conflitos e agressões. Esta informação reforça a gravidade do caso de feminicídio em Varginha e a importância de se combater a violência contra a mulher.
