O Conjunto Hidrotermal de Poços de Caldas, com seus hotéis históricos e espaços públicos, agora é patrimônio cultural. Primeiramente, o Governo de Minas Gerais confirmou essa decisão em uma reunião recente. Isso reconhece o valor que o local tem para a história e o turismo do estado. Desse modo, a medida busca proteger uma parte fundamental da identidade da cidade mineira.
Reconhecimento Oficial do Conjunto Hidrotermal de Poços de Caldas
A aprovação do tombamento aconteceu na sexta-feira, 10 de abril de 2026. Foi durante a primeira reunião ordinária do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep). No entanto, esta não é a primeira vez que o complexo recebe proteção. Em 1989, a Constituição do Estado de Minas Gerais já o havia declarado Patrimônio Histórico. A deliberação atual ocorreu enquanto Poços de Caldas sediava simbolicamente a capital mineira, fazendo parte da programação do “Governo Presente”.
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A Importância Histórica e Turística do Termalismo
Para o governo estadual, este reconhecimento destaca a grande importância histórica, urbana, paisagística e turística do município. Ademais, a formação do Conjunto Hidrotermal de Poços de Caldas está diretamente ligada às suas famosas águas termais. O dossiê técnico, preparado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), serviu de base para a decisão. Ele mostra como o termalismo foi essencial para o surgimento e o desenvolvimento da cidade.
A Influência das Águas Termais na Região
A história de Poços de Caldas e suas águas termais começa no século XVIII. Com a abertura dos primeiros poços em 1826, a localidade se firmou como um centro de saúde, lazer e turismo. Como resultado, isso deu origem a um modelo urbano planejado, onde edifícios grandiosos, praças, parques, fontes e equipamentos públicos se integravam de forma única. Além disso, a presença constante dessas águas moldou a cultura e a economia local.
Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, comentou sobre a singularidade da cidade. Ele disse que Poços de Caldas se estruturou e cresceu a partir de seu complexo hidrotermal e hoteleiro. Arquitetura, paisagem e a vocação turística nasceram juntas. Portanto, o tombamento reconhece essa identidade. Ela foi construída em torno das águas e dos equipamentos que geraram a vida urbana. Ao proteger o Conjunto Hidrotermal de Poços de Caldas, a medida vai além das construções. Preserva uma forma de organizar o território. Isso faz da cidade uma referência histórica de turismo, saúde e cultura em Minas Gerais. Por exemplo, a arquitetura art déco das Thermas é um ícone.
O Que o Tombamento Protege no Conjunto Hidrotermal de Poços de Caldas
O Conjunto Hidrotermal de Poços de Caldas reúne bens que representam diferentes épocas, com atenção especial para a fase de maior crescimento urbano, entre as décadas de 1930 e 1940. Entre os pontos mais importantes estão o Palace Hotel, o Palace Cassino, as Thermas Antônio Carlos, o Parque José Affonso Junqueira e a Praça Pedro Sanches. Contudo, a proteção vai além dos edifícios.
A medida também abrange praças, parques, monumentos, fontes, coretos, elementos artísticos integrados, trechos de ribeirões urbanos e suas áreas próximas. O objetivo é estabelecer diretrizes que garantam a preservação da atmosfera urbana e da paisagem cultural da cidade. Assim, a vida local se mantém conectada à sua rica herança histórica. Paulo Roberto do Nascimento Meireles, presidente do Iepha-MG, reforça a importância dessa abrangência para o futuro da região.
Preservando a Herança para o Futuro
O tombamento assegura que as futuras gerações possam desfrutar e aprender com a riqueza do Conjunto Hidrotermal de Poços de Caldas. É um passo importante para manter viva a história de como Poços de Caldas se tornou um destino famoso. A decisão mostra o compromisso em valorizar e proteger o que torna a cidade especial, desde suas águas curativas até sua arquitetura imponente. Em suma, a cidade agora tem um selo oficial de proteção para sua alma histórica.
