Cemitério do Bonfim em BH: Furtos e Abandono Preocupam Famílias

O Cemitério do Bonfim em BH, o mais antigo da capital, enfrenta sérios problemas. Famílias denunciam furtos, túmulos abertos e mato alto, além de reclamarem da falta de manutenção. A prefeitura afirma realizar ações, mas a situação preocupa os visitantes do local.

Famílias visitam o Cemitério do Bonfim BH. Este é um dos locais mais antigos de Belo Horizonte. Elas mostram preocupação com a situação do espaço. Furtos que ocorrem com frequência e a falta de manutenção são as queixas que mais aparecem. Visitantes encontram mato alto e túmulos abertos. Sinais de vandalismo são vistos com frequência. O ambiente de memória se transforma em um lugar de insegurança.

Recentemente, a administração do cemitério foi arrombada. Ladrões levaram ferramentas do local. Antes disso, a Guarda Municipal já havia prendido pessoas por roubar crucifixos e placas de bronze de jazigos. Estes eventos mostram que os crimes são recorrentes na área.

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Problemas de Segurança no Cemitério do Bonfim BH

Juliana Macedo, que visita os túmulos de sua família, descreve a situação. “A gente vê sepulturas abertas, e a experiência não é boa. O mato está bem alto. Crucifixos de bronze que deixamos para nossos familiares já foram roubados várias vezes”, ela conta. Esta realidade afeta a paz de quem busca homenagear seus entes queridos.

A segurança é um ponto de atenção. Os furtos não se limitam a objetos pequenos; eles afetam a estrutura e o respeito pelo espaço. Portanto, a presença de criminosos gera medo e frustração entre os visitantes. Além disso, a recorrência dos crimes sugere que as medidas atuais não são o bastante para proteger o patrimônio e a memória do local.

Manutenção e Taxas no Cemitério do Bonfim BH

Para manter os jazigos, cada família paga uma taxa de R$ 210. Contudo, a prefeitura informa que quase 60% das pessoas não pagam essa taxa. Por causa da falta de cuidado, muitos visitantes contratam serviços particulares para limpar e zelar pelos túmulos. “Pessoas nos abordam para oferecer cera na sepultura ou cortar o mato. Eles agem com respeito, não temos nada contra. Mas pagamos uma taxa e esperamos que a prefeitura faça o trabalho”, explica Juliana.

O Cemitério do Bonfim foi inaugurado em 1897. Ele é o mais antigo da capital mineira e abriga mais de 220 mil túmulos. Entre eles, estão os de figuras com importância em Minas Gerais, como membros da família Kubitschek e o ex-governador Olegário Maciel. A história do local aumenta a preocupação com seu estado atual.

O Que a Prefeitura Diz

A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica de Belo Horizonte respondeu sobre o caso. A fundação afirmou que mantém “rotinas de manutenção, limpeza e conservação no Cemitério do Bonfim BH, com equipes atuando regularmente no local”.

Sobre os furtos, a fundação disse que houve uma diminuição nos registros internos. Isso ocorreu após o reforço das ações da Guarda Municipal. Em relação ao arrombamento da administração, informou que “foram tomadas as medidas cabíveis, com o acionamento da Guarda Municipal, da Polícia Militar e da Polícia Civil”. Portanto, a prefeitura indica que está agindo, mas as reclamações das famílias continuam.

A situação no Cemitério do Bonfim BH destaca a tensão entre a necessidade de manutenção, a segurança do patrimônio e a capacidade de pagamento das famílias. É preciso encontrar soluções que garantam o respeito e a conservação deste importante espaço histórico e de memória para a cidade.