Um homem, apontado como o quarto suspeito de participar de um assalto a banco na cidade de Guidoval, foi preso em Juiz de Fora. A polícia deteve o homem de 47 anos em flagrante no bairro São Benedito, na última sexta-feira (10). Este caso de assalto a banco envolveu a explosão de uma agência bancária e uma fuga com táticas elaboradas. A polícia segue investigando para capturar todos os envolvidos.
O Papel do “Batedor” no Assalto a Banco
A Polícia Civil explicou a função do suspeito preso. Ele atuava como “batedor”, coordenando o trajeto de um dos veículos utilizados no crime. No jargão policial, um batedor serve como os “olhos” da quadrilha na estrada. Sua tarefa é monitorar as vias e alertar sobre possíveis barreiras ou cercos. Portanto, ele garante a fuga dos criminosos. Este é um papel crucial em operações de grande porte, como um assalto a banco.
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Outras Prisões e a Busca Contínua
Além do suspeito detido em Juiz de Fora, a polícia já havia prendido outros dois homens, de 21 e 35 anos. Um adolescente de 17 anos também foi apreendido por envolvimento no caso. As autoridades não revelaram os nomes dos envolvidos, mantendo o sigilo das investigações. As buscas por outros participantes do assalto a banco continuam intensas nos próximos dias. Isso demonstra o esforço para desmantelar toda a organização criminosa.
A Cronologia do Assalto em Guidoval
Câmeras de segurança registraram a ação dos criminosos em Guidoval. O assalto a banco, desde a chegada até a fuga, durou menos de 15 minutos, evidenciando a rapidez da quadrilha:
- 02h19: Um carro branco é visto circulando em frente à agência bancária.
- 02h26: Dois homens encapuzados e armados aparecem e começam a rondar o local.
- 02h29: Outros suspeitos surgem, e o grupo passa a transitar entre a agência e o veículo. Um dos criminosos faz um sinal de “pare” para os comparsas aguardarem a preparação da carga.
- 02h31: A explosão acontece. Uma forte fumaça toma conta da rua após a detonação dos caixas eletrônicos.
- 02h32: Integrantes do grupo entram na agência carregando sacos pretos.
- 02h33: O grupo deixa o banco correndo e entra no carro para fugir.
Estratégias para Dificultar a Perseguição Policial
Para evitar a chegada rápida da polícia e dificultar a perseguição, os criminosos usaram táticas elaboradas. Eles bloquearam ruas da cidade com barricadas feitas de pneus e veículos incendiados. Além disso, espalharam objetos metálicos pontiagudos, conhecidos como “miguelitos”, pelas vias. Dessa forma, esses objetos servem para furar os pneus das viaturas policiais, ganhando tempo valioso para a fuga. Esta estratégia mostra a organização do grupo.
Investigação e Próximos Passos
O Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Juiz de Fora conduziu o homem preso para a delegacia de plantão. Ele foi autuado pelos crimes de organização criminosa e por embaraço à investigação. Após os procedimentos da polícia judiciária, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. A polícia encontrou o carro branco usado na fuga. Ele estava incendiado em uma área rural de Rodeiro, a cerca de 25 km do local do crime. As investigações continuam com foco em identificar e prender todos os envolvidos neste assalto a banco.
Impacto na Cidade Pequena de Guidoval
Guidoval, uma cidade de cerca de 7 mil habitantes, viveu momentos de terror durante o crime. Moradores relataram uma “cena de guerra” com tiros e explosões, conforme noticiado. A violência de um assalto a banco como este, em uma comunidade menor, causa um impacto profundo na população. A rápida resposta policial e as prisões já realizadas trazem um alívio. Contudo, a comunidade ainda busca entender a extensão do ocorrido e espera por mais prisões.
