Um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Diego Oliveira de Souza, matou a comandante da Guarda de Vitória, Dayse Barbosa, de 37 anos, e depois tirou a própria vida. Antes dos fatos, Diego enfrentava um processo disciplinar PRF por importunação sexual. Este procedimento da corporação investigava uma denúncia contra ele. A Corregedoria da PRF no Rio de Janeiro iniciou a apuração após uma ex-agente fazer a queixa. Diego entrou na PRF em 2020 e trabalhava em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Além disso, a situação dele era conhecida internamente, e o processo disciplinar PRF já estava em andamento.
O Andamento do Processo Disciplinar da PRF
A PRF informou que abriu o processo logo que soube da denúncia. A investigação podia levar à demissão do agente e estava perto de acabar. As informações indicavam que Diego seria desligado da corporação. A instituição também tomou medidas para manter os dois agentes afastados no trabalho, evitando contatos. Oficialmente, Diego era investigado por conduta inadequada no serviço, algo que a lei prevê no Artigo 132, inciso V, da Lei n° 8112/90. Portanto, a situação dele era séria dentro da corporação e poderia ter consequências definitivas para sua carreira. O processo disciplinar PRF avançava rapidamente e esperava-se uma decisão em breve.
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O Fim do Relacionamento e o Crime
A delegada Raffaella Aguiar, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, disse que Diego pode ter cometido o crime por não aceitar o fim do namoro. As investigações mostram que Dayse queria terminar com o agente. Ele era visto como possessivo e muito controlador. A delegada explicou que a violência contra Dayse fala sobre o agressor. Ela destacou que Dayse não queria mais o relacionamento, e ele reagiu de forma violenta, como se a comandante fosse um objeto. Por exemplo, ele invadiu o quarto dela com uma escada e atirou cinco vezes, demonstrando uma fúria incontrolável. Este comportamento revelou o lado perigoso do relacionamento. O processo disciplinar PRF, por sua vez, não impediu a tragédia.
Apesar da agressividade do policial, Dayse nunca o denunciou. O pai dela, Carlos Roberto Teixeira, contou que Diego já havia tentado enforcá-la. Contudo, Dayse não falou sobre as agressões aos colegas da Guarda Municipal. Também não há registros na Polícia Civil. Para a delegada Raffaella Aguiar, o caso mostra que a violência não nasce de algo que a vítima faz. Ela acontece por causa do agressor, independentemente das ações da vítima. Este caso reforça a urgência de buscar ajuda e denunciar situações de violência, mesmo quando parecem isoladas. Afinal, a segurança e a vida das pessoas vêm primeiro.
A Importância da Denúncia e o Processo Disciplinar PRF
Muitas vítimas não denunciam por medo ou vergonha. No entanto, buscar apoio é fundamental. Existem canais de ajuda, como delegacias especializadas e centros de atendimento. A denúncia pode interromper um ciclo de violência e proteger vidas. Este trágico evento em Vitória, infelizmente, é um lembrete do que pode acontecer quando a violência não é combatida a tempo. A sociedade precisa atuar em conjunto para oferecer suporte e garantir que casos assim não se repitam. Portanto, a conscientização sobre o tema e a seriedade de um processo disciplinar PRF são cruciais.
