Preso Orquestra Sequestro em Shopping de Salvador e Vai para Prisão de Segurança Máxima

Um detento, já cumprindo pena na Bahia, usou um celular dentro da cela para planejar e coordenar o sequestro de três mulheres em um shopping de Salvador. Ele será transferido para um presídio de segurança máxima após a descoberta do esquema.

Um detento, já cumprindo pena na Bahia, usou um celular dentro da cela para planejar e coordenar o sequestro em shopping de três mulheres em Salvador. As autoridades confirmaram a transferência deste homem para um presídio de segurança máxima em Serrinha, no norte da Bahia, nesta quarta-feira, dia 25. Ele estava preso na Penitenciária Lemos de Brito, na capital baiana, por crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de arma e homicídio. Agora, a história de como ele agiu de dentro da cadeia vem à tona.

Como o Detento Agiu no Sequestro em Shopping?

Pedro Vitor Lima Sena Júnior, o detento, utilizava um celular escondido em sua cela. Por meio deste aparelho, ele se comunicava com outros integrantes de um grupo criminoso. Assim, Pedro Vitor conseguia coordenar diversas ações, inclusive o sequestro. Ele negociava a liberação das vítimas por chamadas de vídeo, tudo da prisão. Isso mostra como a comunicação clandestina pode levar a crimes graves.

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O sequestro ocorreu na tarde de 15 de março, no estacionamento de um centro de compras. Uma mãe, de 77 anos, e suas duas filhas foram forçadas a entrar no próprio carro. Em seguida, os criminosos as levaram para uma casa abandonada no bairro de Plataforma. As vítimas ficaram presas por 12 horas. Durante este tempo, os sequestradores as ameaçaram com armas. Eles também as obrigaram a fazer diversas transferências bancárias.

Uma das transferências foi para uma mulher identificada como Emile Quessia Oliveira. Ela é esposa de Pedro Vitor. Este detalhe foi crucial para a investigação. A polícia começou a ligar os pontos. Eles descobriram a ligação entre o detento e o crime, o que acelerou a busca pelos responsáveis.

A Descoberta e a Negociação do Sequestro

Durante as investigações, familiares das vítimas entraram em contato com a Caixa Econômica Federal. Eles descobriram que uma das mulheres sequestradas tentou fazer um Pix de 50 mil reais para Emile Quessia. Por causa dessa informação, a Polícia Civil foi até a casa de Emile. No início, ela tentou se livrar do celular e negou qualquer participação no crime. Contudo, depois, Emile contou à polícia que o marido poderia estar envolvido no sequestro.

A pedido da polícia, Emile ligou para Pedro Vitor por chamada de vídeo. Ele atendeu o aparelho de dentro da cela da penitenciária. Ao saber que a esposa havia sido detida, ele negociou a liberação das vítimas com os policiais. Dessa forma, ele informou o local exato do cativeiro. A ação rápida da polícia e a pressão sobre a esposa do detento foram essenciais para o resgate.

Uma das vítimas relatou que seis homens participaram do sequestro. No entanto, até esta quarta-feira, dia 18, eles ainda não tinham sido presos. Emile Quessia, a esposa do mandante, foi presa em flagrante na segunda-feira, dia 16. O crime pelo qual ela responde é extorsão mediante restrição da liberdade. Este caso ressalta a importância de fiscalizar o uso de celulares em presídios para evitar que crimes como este sequestro em shopping continuem a acontecer.