Novos Dados Revelam Perfil do Autismo na Bahia

O Censo 2022 trouxe informações importantes sobre o autismo na Bahia, revelando que mais de 144 mil pessoas vivem com TEA. A maioria dos diagnósticos está entre homens. Descubra os desafios na educação e a distribuição em cidades baianas.

O Censo de 2022 trouxe dados do IBGE sobre o autismo na Bahia. Os números mostram que mais de 144 mil pessoas no estado vivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Um dos pontos principais é que a maioria dos diagnósticos está entre os homens. Além disso, o levantamento destaca os desafios que essas pessoas enfrentam, principalmente na educação e no acesso a serviços. É fundamental entender esses dados para criar apoios mais adequados.

Autismo na Bahia: Mais Homens que Mulheres nos Dados

Na Bahia, a cada dez pessoas com diagnóstico de autismo, seis são homens. Isso significa que 59,4% dos casos, ou seja, 86.126 baianos, são do sexo masculino. As mulheres representam 40,6%, com 58.802 diagnósticos. Estes números vêm do Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, o estado registra 144.928 pessoas com TEA. Este dado coloca a Bahia como o quarto estado com mais pessoas autistas no Brasil, ficando atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

PUBLICIDADE

No entanto, quando olhamos a proporção, a Bahia tem uma das menores taxas do país. Apenas 1,0% da população baiana tem TEA, um índice que empata com o Tocantins como o mais baixo entre os estados. A média nacional é de 1,2%. Portanto, estes números ajudam a entender a realidade do autismo na Bahia e a necessidade de mais informações e apoio.

Desafios na Educação e Idade dos Diagnósticos

O Censo 2022 também revelou a idade das pessoas com autismo. Na Bahia, cerca de três em cada dez pessoas com TEA têm até 14 anos. Isso representa 49.920 crianças e adolescentes, ou 34,4% do total. Estes jovens enfrentam muitas barreiras, especialmente na área da educação.

Os dados mostram uma diferença nos números de acesso à escola. Entre crianças de 6 a 14 anos na população geral, 98,4% estão matriculadas. Contudo, essa porcentagem cai para 93,1% entre estudantes com TEA. A situação muda para adolescentes de 15 a 17 anos: 85,8% dos jovens em geral frequentam a escola, contra apenas 71,9% das pessoas com autismo. Essa desigualdade impacta a vida adulta. Por exemplo, entre pessoas com 25 anos ou mais e diagnóstico de autismo, 60,2% não têm instrução ou não terminaram o ensino fundamental. Na população em geral, essa taxa é de 44,4%. Assim, há um desafio considerável para a inclusão educacional.

Autismo na Bahia: A Presença em Cada Cidade

Os dados do IBGE confirmam que o autismo está presente em todos os 417 municípios da Bahia. Em números absolutos, Salvador é a cidade com mais diagnósticos, registrando 28.915 pessoas. Este é o sexto maior número entre as cidades brasileiras, correspondendo a 1,2% da população da capital. Em seguida, aparecem Feira de Santana, com 6.555 casos, e Vitória da Conquista, com 3.686.

Quando consideramos a proporção da população, cidades menores se destacam. Mirante, por exemplo, tem 2,6% da população com autismo. Capim Grosso registra 2,2%, e Morpará, 1,9%. No Brasil, o maior percentual foi em Cezarina (GO), onde 3% da população declarou ter diagnóstico de autismo. Estes números mostram que o autismo na Bahia é uma realidade em todas as regiões, exigindo atenção em diferentes contextos.