Um órgão ligado ao Ministério do Esporte identificou possíveis problemas na FFU (Futebol Forte União). Em um documento recente, a Secretaria de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor apontou restrições claras para a presença de entidades financeiras nos acordos das ligas esportivas. Dessa forma, isso afeta diretamente o papel dos investidores na FFU. Além disso, esta análise, solicitada por um deputado federal após queixas de clubes da Série B, levanta questões importantes sobre a autonomia das equipes e a integridade das competições.
A nota técnica, datada de 24 de março, teve seu conteúdo divulgado pelo Estadão e confirmado pelo ge. A análise veio a pedido do deputado federal Beto Pereira, do PSDB-MS, que faz parte da Comissão de Esporte da Câmara. Ele, por exemplo, em um ofício enviado à secretaria, mencionou a preocupação de clubes da Série B. Esses clubes, aliás, já tinham publicado uma carta expressando sua insatisfação com os negócios da FFU. A grande questão gira em torno de um investidor de fora, um dos investidores na FFU. Ele comprou parte dos direitos de transmissão dos times por um prazo de 50 anos, num valor de R$ 2,6 bilhões. Adicionalmente, segundo os clubes associados, esse fundo também exerce influência em decisões. Estas decisões deveriam ser tomadas apenas pelas próprias equipes.
Leia também
Limites para Investidores na FFU, Segundo a Lei
O documento do Ministério do Esporte afirma que a participação de entidades financeiras tem limites claros na LGE (Lei Geral do Esporte) e na Constituição Federal. Ele cita o artigo 160 da LGE. Em outras palavras, esse artigo restringe a venda de direitos a organizações que regulam o esporte e organizam competições. Portanto, ele tira os investidores financeiros da lista de quem pode receber esses direitos de forma legítima. A análise também destaca que acordos que dão poder de veto a investidores sobre decisões importantes de vários clubes podem ser incompatíveis com as leis atuais, especialmente quando falamos dos investidores na FFU.
Autonomia dos Clubes e o Impacto dos Investidores na FFU
A Secretaria de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor ainda aponta outro risco significativo. Os clubes podem perder sua autonomia. Isso ocorre ao negociarem seus direitos por prazos muito longos, como neste caso específico dos investidores na FFU. Em vista disso, tal situação poderia “comprometer a integridade das competições”. O documento sugere que o poder público deve dar atenção prioritária a essa questão. Afinal, a preocupação é clara: as decisões sobre o futebol devem permanecer nas mãos de quem realmente faz o esporte. Não deve haver interferências externas que desvirtuem o fair play e a igualdade.
Em resposta às acusações, o Condomínio FFU, responsável pelas negociações comerciais do bloco, emitiu uma nota. A assessoria de imprensa da entidade defende a legalidade do negócio feito pelos clubes associados com os investidores na FFU. Segundo a nota, por exemplo, o acordo está de acordo com a lei brasileira. A FFU argumenta que os direitos comerciais são bens dos clubes e eles podem dispor deles. Além disso, a entidade afirma que o modelo adotado não afeta a autonomia dos times. Também não prejudica a organização das competições ou a integridade do campeonato. A estrutura, conforme explicado, apenas explora os ativos econômicos de forma alinhada com as melhores práticas internacionais. A FFU também destaca que a governança do processo prevê a participação direta dos clubes na venda dos direitos. Isso gerou a maior receita da história na comercialização dos direitos de arena.
