Fluminense dois centroavantes: Zubeldía aposta em nova tática

Zubeldía tem explorado uma nova tática no Fluminense, usando dois centroavantes em campo para aumentar o poder ofensivo, com sucesso em viradas importantes.

O Fluminense mostra um caminho novo nos últimos jogos. A equipe, sob o comando de Zubeldía, começou a usar uma tática com dois centroavantes em campo. Essa estratégia se destacou na virada contra o Santos, quando o time reverteu um placar difícil. Castillo e John Kennedy foram os responsáveis pelos gols que mudaram o jogo para 3 a 2. Esta abordagem tática oferece mais força ofensiva, principalmente na área adversária, e tem sido um recurso valioso para o treinador do Fluminense.

A Estratégia dos Fluminense dois centroavantes em Campo

Essa não é a primeira vez que Zubeldía testa a formação com dois atacantes de área. Ele já havia usado essa ideia em partidas recentes, porém, a maioria delas contava com Cano ao lado de outro centroavante. Por exemplo, foi essa combinação que o Fluminense empregou para buscar o empate contra o Coritiba, em um jogo onde quase conseguiu a virada. No entanto, o confronto diante do Santos serviu como a principal demonstração da dupla formada por John Kennedy e Castillo em ação, mostrando o potencial real dessa configuração.

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John Kennedy, que entrou aos 12 minutos do segundo tempo na Vila Belmiro, teve um papel crucial para que o time revertesse o placar. A mudança tática permitiu ao Fluminense explorar mais os cruzamentos e a presença na área. Zubeldía explicou a escolha: “Usei um 4-4-2 com dois atacantes. É um recurso para mim sempre bom. Usei para empatar com o Coritiba com Cano e John. Depois, nesse último jogo, fizemos uma alternativa que permite consolidar esses dois centroavantes. É um grande recurso quando se tem cruzamentos”, analisou o técnico, destacando a versatilidade da formação.

John Kennedy e o Impacto dos Fluminense dois centroavantes

Um dos jogadores que mais se beneficia dessa companhia no ataque é John Kennedy. Nas duas ocasiões em que atuou ao lado de outro centroavante, ele conseguiu marcar gols. Essa característica de jogo, inclusive, o fez brilhar na Libertadores de 2023, onde foi um dos protagonistas da campanha que culminou no título. Naquela época, Diniz utilizava John Kennedy majoritariamente ao lado de Cano, e não em substituição a ele, o que já indicava a eficácia de ter dois artilheiros juntos.

Até o momento, a formação com os Fluminense dois centroavantes parece ser mais uma alternativa para Zubeldía usar em situações específicas, e não para começar as partidas. Ela se torna uma opção ainda mais relevante quando há desfalques importantes, como a ausência de Lucho Acosta, e em momentos de má fase de outros atletas, como Ganso. Assim, o treinador ganha flexibilidade para adaptar o time conforme as necessidades do jogo e do adversário, o que é fundamental em competições de alto nível.

Zubeldía já deixou claro que fará um rodízio entre os centroavantes. A escolha de quem entra em campo dependerá de vários fatores. Entre eles estão o adversário, as características específicas que ele considera importantes para cada confronto e também as condições físicas de seus jogadores. Portanto, a estratégia de ter dois centroavantes é um trunfo na manga do treinador. O próximo desafio do Fluminense será nesta quinta-feira (23), às 21h30, contra o Operário-PR, pela quinta fase da Copa do Brasil. A torcida aguarda para ver qual será a escalação e se essa tática será novamente utilizada para buscar a vitória. Acompanhe os próximos jogos e veja como o time se adapta a essas novas abordagens.