O judoca santista Felipe Amorim conquistou uma medalha de bronze importante. Ele participou da Copa do Mundo da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA), que aconteceu em Tbilisi, na Geórgia. Com esse resultado, o atleta se mantém forte na segunda posição do ranking mundial. Ele compete na categoria J2, acima de 95 kg, no judô paralímpico. Isso mostra o bom momento do judoca no cenário internacional.
O caminho até o pódio na Copa do Mundo de Judô para Cegos
Felipe Amorim, que era cabeça de chave do torneio, começou a competição direto nas semifinais. Lá, ele enfrentou um atleta da casa, da Geórgia, e acabou sendo superado. Contudo, o santista não desistiu. Na disputa pela medalha de bronze, Felipe mostrou sua força. Ele derrotou Ilias Magomedov com um ippon, garantindo assim seu lugar no pódio na última sexta-feira (25). A vitória foi um marco para o atleta, que expressou sua felicidade com o desempenho.
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“Feliz por me manter em segundo lugar no ranking”, disse o judoca. “A expectativa é seguir lutando bem e garantindo bons resultados”, completou ele. Essa conquista reforça a posição de Felipe entre os grandes nomes do judô paralímpico mundial. Além disso, o resultado o impulsiona para os próximos desafios da temporada.
A jornada de Felipe Amorim no judô paralímpico
Antes de se dedicar ao judô paralímpico, Felipe Amorim competiu por muitos anos no judô convencional. Sua transição para as competições paralímpicas aconteceu depois de um diagnóstico. Ele descobriu ter retinose pigmentar. É uma doença genética que afeta a retina e causa perda gradual da visão. Essa mudança exigiu adaptação, mas não diminuiu sua paixão pelo esporte. Pelo contrário, o atleta encontrou um novo caminho para brilhar e representar o Brasil.
Agora, o foco de Felipe está claro. Ele busca a classificação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. O objetivo é conquistar a primeira medalha paralímpica de sua carreira. Portanto, cada competição é um passo importante nessa direção. Sua determinação serve de inspiração para muitos.
Próximos desafios do judoca
A agenda de Felipe Amorim está cheia de compromissos importantes. Em abril, ele retorna aos tatames para disputar o Campeonato Brasileiro, que será em Cuiabá. Lá, ele terá a tarefa de defender o título que já possui. Logo depois, em maio, o atleta embarca para o Cazaquistão, onde compete no Grand Prix local. Estes eventos são cruciais para somar pontos e manter a boa posição no ranking mundial.
Em setembro, Felipe volta a Tbilisi, na Geórgia, para o Campeonato Mundial. Será uma nova oportunidade de mostrar seu talento em um palco global. Por fim, a temporada de 2026 ainda inclui uma etapa do Grand Prix no Egito, marcada para novembro. Todos esses torneios são etapas fundamentais na preparação do judoca. Eles são parte de sua busca contínua por excelência no judô paralímpico.
