Fernando Diniz está prestes a reencontrar o Vasco, seu antigo clube, em um jogo contra o Corinthians. Além do confronto direto, o técnico vai ver de perto alguns jogadores indicados por Diniz que ele ajudou a trazer para o time carioca. A saída do treinador levantou questões sobre o futuro desses atletas, que chegaram com a missão de se adaptar a um estilo de jogo específico. Agora, a pergunta é: como eles se adaptaram ao novo comando e qual o impacto de sua presença no elenco vascaíno? Este texto detalha a situação atual desses reforços.
Diniz teve um papel importante na montagem do elenco do Vasco para a temporada de 2026. O clube contratou seis nomes na última janela de transferências: o zagueiro Saldivia, o lateral Cuiabano, o meia Rojas e os atacantes Brenner, Marino Hinestroza e Spinelli. Mesmo com o vice-campeonato da Copa do Brasil, a confiança no trabalho do técnico era grande. Consequentemente, o planejamento visava um time que jogasse com a posse de bola e saísse jogando desde a defesa, características do estilo de Diniz.
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A influência dele foi mais direta em alguns casos. Saldivia, por exemplo, foi um nome que Diniz pediu. Rojas, embora já estivesse no radar da diretoria, teve a aprovação do técnico, que conversou com o jogador antes da assinatura. Marino Hinestroza recebeu uma ligação direta de Diniz, mesmo tendo propostas de outros clubes. Além disso, Brenner, que já havia trabalhado com Diniz no São Paulo e Fluminense, também foi uma indicação do treinador. Nos casos de Spinelli e Cuiabano, Diniz acompanhou as negociações, mas com menos envolvimento.
Como os jogadores indicados por Diniz se adaptaram?
Dos quatro atletas que Diniz teve participação decisiva para trazer, Saldivia e Rojas são os que mais atuam como titulares.
O zagueiro Saldivia era um desejo antigo do ex-treinador. Ele se tornou titular depois da derrota para o Fluminense, jogo que marcou a saída de Diniz. Desde então, Saldivia ocupa a posição na zaga ao lado de Robert Renan e já soma 15 partidas em 2026.
Rojas, por sua vez, conseguiu se firmar ainda na época de Diniz, jogando como meia e sendo um dos destaques no começo do ano. Com a chegada de Renato, o colombiano perdeu a vaga nos primeiros jogos, mas conseguiu recuperá-la, agora atuando pelo lado direito do ataque. Ele já fez 18 jogos com a camisa do Vasco e deu quatro assistências, sendo duas no último confronto contra o Paysandu.
O desafio de outros jogadores indicados por Diniz
Brenner teve um início difícil no Vasco. Ele chegou a ser alvo de vaias nos primeiros jogos, mas Diniz o defendeu na época. O atacante tem um relacionamento próximo com o técnico, com quem trabalhou no São Paulo e no Fluminense. Apesar de ainda não ter correspondido totalmente às expectativas, Brenner melhorou seu desempenho nos últimos jogos sob o comando de Renato e marcou um gol na Sul-Americana. No entanto, ele foi contratado para ser titular, mas na maioria das partidas começa no banco de reservas.
Marino Hinestroza, por outro lado, quase foi para o Boca Juniors, mas aceitou a proposta do Vasco. Sua adaptação também tem sido um processo gradual.
A situação desses atletas mostra os desafios de uma transição de comando técnico. Enquanto alguns conseguem se adaptar rapidamente e manter um bom nível de desempenho, outros ainda buscam seu espaço e a confiança para brilhar no time. O reencontro com Diniz pode trazer uma nova perspectiva sobre a evolução desses nomes no elenco vascaíno.
