A relação entre o Botafogo SAF e o clube social enfrenta mais um momento de tensão. Agora, o associativo prepara uma medida judicial para conseguir acesso a documentos da Botafogo SAF. Existe uma falta de clareza e suspeita de que John Textor não cumpriu totalmente o acordo de compra da empresa. Esta não é a primeira vez que o associativo pede explicações a Textor. Já foram enviadas três notificações para que ele mostre documentos e transações. O desejo é ver os papéis, principalmente os financeiros.
O Botafogo social, que possui 10% das ações, funciona como um fiscal da SAF. Isso está previsto no Acordo de Acionistas. Uma das últimas vezes que pediram informações foi durante a negociação de um empréstimo. Este empréstimo visava pagar uma dívida do jogador Almada, que causou um bloqueio de transferências. Naquela época, Textor participou de conversas com o banco BTG. Ele apresentou a origem do dinheiro e a estrutura jurídica dos sócios dos fundos. O clube social contratou o mesmo banco para ajudar a entender o assunto.
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Membros importantes do associativo acreditam que a venda da Botafogo SAF não foi finalizada. O acordo falava de um investimento de R$ 400 milhões. No entanto, apenas pouco mais de R$ 100 milhões foram para o Lyon, clube que também pertence à Eagle, empresa de Textor. Essa informação foi divulgada pelo jornal O Globo. Por causa disso, alguns membros do associativo pensam que o americano agiu de má-fé na compra do Botafogo. Eles entendem que ele colocou o dinheiro e o retirou antes que pudesse ser usado para investir no clube carioca.
Em resposta, o Botafogo divulgou uma nota. A nota diz que o Lyon transferiu um valor maior para o clube alvinegro. Também afirma que “a contribuição total exigida foi depositada antecipadamente, desde maio de 2024, quase um ano antes do prazo previsto”. Este fato é mais um ponto na disputa entre o social e a Botafogo SAF. A harmonia entre eles já não existe desde a discussão sobre o empréstimo para o “transfer ban”.
Desdobramentos da Crise na SAF Botafogo
A ideia de tentar tirar Textor do comando é tratada com cuidado no associativo. Já existe uma briga judicial entre o americano, sua empresa Eagle e a Ares, que é a maior credora da Holding. Além disso, há um processo no Tribunal Arbitral. Ele deve acontecer nos próximos meses. A Eagle pediu e a Botafogo SAF concordou. Assim, a briga será resolvida por meio de uma arbitragem da FGV. A Arbitragem é um órgão independente. Ele tem poder de decisão com efeitos jurídicos. Por isso, é visto como um jeito diferente de resolver conflitos.
Este cenário mostra que a relação entre as partes segue complicada. O futuro das finanças e da gestão do Botafogo depende do resultado dessas disputas. O clube social busca clareza, e a Botafogo SAF defende suas ações, enquanto o Tribunal Arbitral se prepara para intervir.
