A contagem dos votos nas Eleições na Hungria começou. Os primeiros números indicam uma mudança no cenário político. O partido Tisza, da oposição, mostra uma vantagem inicial. Ele está à frente da legenda do primeiro-ministro Viktor Orbán, que governa o país há mais de uma década. Este resultado parcial pode redefinir o futuro da nação europeia.
A Disputa pelos Votos
Com quase um terço dos votos contados, o Tisza alcança 50,3% do total. Isso projeta cerca de 128 cadeiras no Parlamento. Para conseguir uma maioria de dois terços, o partido precisaria de 133 assentos. Por outro lado, o Fidesz, partido de Orbán, tem 62 cadeiras. O Mi Hazánk soma 8.
Leia também
Este resultado é um indicativo de que a oposição pode ter muita força. Contudo, a maioria qualificada ainda é um desafio. O desfecho dessas Eleições na Hungria será importante para as próximas decisões do país.
O Cenário Político Antes das Eleições na Hungria
Viktor Orbán é uma pessoa importante na política húngara. Ele foi primeiro-ministro entre 1998 e 2002. Depois, retornou ao cargo em 2010. Desde então, ele continua no poder. Seu partido, o Fidesz, tem dominado o Parlamento por muito tempo. Durante seu governo, o Fidesz alterou a Constituição. Eles criaram uma “democracia cristã iliberal”.
As políticas de Orbán limitaram a imprensa e enfraqueceram o Judiciário. Além disso, elas restringiram direitos de grupos minoritários, como a comunidade LGBTQIA+. Ao mesmo tempo, suas medidas contra a imigração e sua postura nacionalista garantiram apoio popular. A União Europeia chegou a suspender repasses financeiros à Hungria por causa de problemas democráticos. Nas quatro últimas eleições, Orbán venceu com grande vantagem. A oposição, antes dividida, não conseguia fazer frente ao seu governo.
A Ascensão de uma Nova Oposição
Neste ano, a situação mudou. A economia húngara está estagnada há três anos. Uma parte da elite ligada ao governo enriqueceu. Assim, Orbán perdeu parte de seu apoio interno. Um ex-aliado, Péter Magyar, ganhou destaque. Ele lidera o partido de centro-direita Respeito e Liberdade, conhecido como Tisza. Magyar, no começo, se inspirou em Orbán. Mas ele se afastou do premiê. Em seguida, começou a acusar o governo de corrupção. Depois, mudou de partido.
Propostas e Estratégias de Péter Magyar
Magyar promete reaproximar a Hungria da União Europeia e de aliados ocidentais. Esta é uma postura diferente da adotada por Orbán. Ao mesmo tempo, ele busca apoio conservador. Para isso, defende a continuidade das políticas de combate à imigração ilegal. Ele também usa as redes sociais. Além disso, organiza comícios com um estilo patriótico. Seus apoiadores o veem como alguém que “enfrenta o sistema”.
O Que as Pesquisas Apontavam Antes das Eleições na Hungria
O partido de Magyar cresceu rapidamente nas pesquisas. Segundo a agência Reuters, levantamentos recentes mostravam o Tisza bem à frente do Fidesz. Uma análise de cinco pesquisas, feitas entre fevereiro e março, indicou um possível resultado. O Tisza poderia conquistar entre 138 e 142 das 199 cadeiras do Parlamento. Com este número, o partido de oposição alcançaria dois terços das cadeiras. Isso permitiria a eles fazer reformas na Constituição. Já o Fidesz, de Orbán, ficaria com 49 a 55 cadeiras.
