Desemprego no Brasil: Taxa atinge 5,8% em fevereiro, diz IBGE

O desemprego no Brasil registrou um aumento para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo o IBGE. Entenda os detalhes por trás desses números e o que eles significam para o mercado de trabalho brasileiro.

O cenário do mercado de trabalho brasileiro mostra movimentações importantes. O desemprego no Brasil apresentou uma alta no trimestre que terminou em fevereiro. A taxa atingiu 5,8%. Este dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ele indica que o número de pessoas sem ocupação cresceu em comparação com o período anterior, gerando um desafio para quem busca uma vaga. No entanto, o país ainda mantém uma das menores taxas para este período do ano desde 2012. Além disso, o salário médio dos trabalhadores teve um aumento. Isso traz um lado positivo para a economia.

A pesquisa PNAD Contínua do IBGE revela que, no trimestre fechado em fevereiro, 6,2 milhões de pessoas procuraram trabalho sem sucesso. Isso representa um acréscimo de 600 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, que terminou em janeiro. Por outro lado, a taxa de 5,8% é menor do que a registrada no mesmo período do ano passado, quando estava em 6,8%. Portanto, embora haja um aumento recente, a situação de longo prazo mostra uma melhora.

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Entendendo os Números do Desemprego no Brasil

Os dados do IBGE detalham a dinâmica do mercado. A taxa de desocupação de 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro teve uma alta em comparação com o trimestre finalizado em novembro de 2025, que era de 5,2%. Apesar disso, o salário médio dos trabalhadores atingiu um novo recorde, chegando a R$ 3.679. Este valor mostra um aumento de 2% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% na comparação com o ano passado. Além disso, a taxa de subutilização, que inclui pessoas que trabalham menos do que gostariam, ficou em 14,1%.

A população ocupada no país chegou a 102,1 milhões de pessoas. Contudo, este número representa uma pequena queda de 0,8% em relação ao trimestre anterior, com cerca de 874 mil pessoas a menos no mercado de trabalho. Com isso, o nível de ocupação, que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada, ficou em 58,4%. Este índice teve uma queda de 0,6 ponto percentual no trimestre, mas ainda está 0,4 ponto acima do registrado um ano antes.

Situação da População Ocupada e Desalentada no Brasil

A população fora da força de trabalho, ou seja, pessoas que não estão trabalhando nem procurando emprego ativamente, somou 66,6 milhões. Este contingente cresceu 0,9% no trimestre, o que significa um acréscimo de 608 mil pessoas. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o aumento foi de 1,4%, com mais 942 mil pessoas.

Entre as pessoas que gostariam de trabalhar mas não procuraram emprego por achar que não conseguiriam uma vaga, estão os chamados desalentados. Este grupo somava 2,7 milhões de pessoas no trimestre encerrado em fevereiro. O número se manteve estável em relação ao trimestre anterior, porém registrou uma queda de 14,9% na comparação com um ano antes, representando 477 mil pessoas a menos nessa condição. Portanto, a taxa de desalento ficou em 2,4%, estável no trimestre e com queda de 0,4 ponto percentual no ano.

Os dados do IBGE fornecem um panorama complexo do desemprego no Brasil. Enquanto a taxa de desocupação mostra um leve aumento recente, outros indicadores como o salário médio e a redução do número de desalentados apontam para aspectos positivos. É importante monitorar esses números para entender as tendências futuras do mercado de trabalho e suas implicações para a economia e a sociedade brasileira.