O cantor e compositor Zeca Veloso mostrou uma performance vibrante na estreia do show “Boas Novas”. A apresentação aconteceu no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, marcando a abertura do Queremos! Festival. Muitos consideravam o artista um pouco tímido. Contudo, ele surpreendeu a todos com sua desenvoltura no palco. De fato, entregou um espetáculo cheio de energia e carisma.
A noite, que contou com a presença de familiares e convidados, revelou um Zeca Veloso mais à vontade. Ele fez vários gestos e se movimentou pelo palco, o que deu um toque especial à performance. O público lotou o Teatro Carlos Gomes. Além disso, o artista até criou um bordão, “Pode ir, Lucão”, para que o guitarrista e diretor musical Lucca Noacco iniciasse as músicas. Sua habilidade no canto e na composição se destacou. De fato, ele mostrou mais talento vocal do que no toque do violão e piano. O repertório misturou canções do seu primeiro álbum, “Boas Novas”, lançado em 2025. Ademais, incluiu músicas de outros artistas.
Leia também
A Trajetória Musical de Zeca Veloso e Suas Influências
Filho de Caetano Veloso, Zeca começou o show cantando “Peter Gast”, uma música do pai de 1983. Ele usou o falsete que já havia encantado a plateia no show “Ofertório” de 2017. Naquela ocasião, ele cantou “Todo homem”, uma de suas composições. A união com o pai e os irmãos Moreno e Tom Veloso nesse show familiar foi o ponto de partida para sua carreira solo. A partir de dezembro de 2023, Zeca Veloso começou a se apresentar em casas menores no Rio de Janeiro e São Paulo. Dessa forma, ele testava as músicas autorais do álbum que vinha preparando desde 2018.
O show no Queremos! Festival! foi um marco importante para o artista. Pela primeira vez, Zeca se apresentou com uma banda grande. Esta incluiu músicos como Antonio Dal Bó nos teclados, Diogo Gomes no trompete, Giordano Gasperin no baixo e Thomas Arres na bateria, além do guitarrista Lucca Noacco. Essa formação, portanto, foi essencial para reproduzir no palco o ritmo de suas canções autorais.
O Ritmo Contagiante do Álbum “Boas Novas” no Palco
Sem a presença dessa banda, Zeca Veloso não conseguiria trazer para o palco o suingue de músicas como “Salvador”. Essa canção, com um toque baiano, já se mostra um sucesso entre os fãs do álbum “Boas Novas”. Outra música que ganhou destaque foi “Máquina do Rio”. Esta é um pop-funk-samba que busca lembrar os arranjos de Lincoln Olivetti. Durante o show, “Máquina do Rio” contou com a participação surpresa do rapper Xamã, um convidado não anunciado. Ademais, Dora Morelenbaum também fez uma aparição no palco, cantando com o artista.
O repertório de Zeca Veloso também incluiu um tema de desenho animado. Além disso, apresentou a canção “O que será (Que será)”, de Chico Buarque, e “É preciso saber viver”, sucesso de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Ele também homenageou grandes nomes da música brasileira, cantando sambas de Noel Rosa, Tim Maia e Tom Jobim. A variedade das músicas e a forma como Zeca as apresentou demonstram a versatilidade do artista. Sua performance, portanto, mostra seu crescente espaço na cena musical brasileira.
O álbum “Boas Novas” e as apresentações ao vivo consolidam Zeca Veloso como uma voz importante na nova geração da MPB. Ele consegue mesclar sua identidade autoral com reverências aos mestres, criando um som próprio que agrada a diferentes públicos. A performance no Teatro Carlos Gomes foi mais do que um show. Em outras palavras, foi a confirmação de um talento que se expande e promete muitas “boas novas” para a música.
