Um policial militar de folga matou um empresário no Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O tenente estava fora de serviço. Ele confundiu a vítima com um assaltante durante uma intervenção em um roubo. Este incidente, onde um policial mata empresário, gerou o afastamento do agente das atividades operacionais. As autoridades já investigam o caso para entender as circunstâncias exatas do ocorrido. O desfecho trágico de um policial que mata empresário como este causa grande repercussão. Por essa razão, a apuração é fundamental.
O oficial envolvido, Italo Feitoza Hattori, é um 2º tenente da Polícia Militar. Ele se viu envolvido em uma situação de assalto na Rua Sapetuba, em um sábado. Nesse dia, conforme informações da própria Polícia Militar, Italo presenciou dois homens em uma moto. Eles abordavam um casal, também em moto, com a intenção de roubar. Diante da cena, o tenente interveio na ação criminosa. Durante a intervenção, o policial mata empresário e também um dos suspeitos. Os tiros atingiram o empresário Celso Bortolato de Castro, de 58 anos. Um dos suspeitos do assalto também foi atingido. Infelizmente, a vítima e um dos criminosos não resistiram aos ferimentos. Ambos morreram no local ou a caminho do socorro.
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O policial mata empresário: versões do ocorrido
O policial Italo Feitoza Hattori apresentou sua versão. De acordo com ele, houve uma troca de tiros entre ele e os assaltantes. Ele afirma ter agido em legítima defesa ou para conter a ação criminosa. Contudo, a esposa do empresário Celso Bortolato de Castro apresenta um relato que contesta essa versão. Ela estava com Celso no momento do ocorrido e presenciou toda a situação. A mulher afirma, categoricamente, que não houve qualquer tipo de confronto de tiros.
O relato da família sobre o policial que mata empresário
A esposa contou que os assaltantes mostraram uma arma, uma 38. Por exemplo, ela correu para trás, tirou o capacete e ouviu os disparos vindo de trás. Ao se virar, ela viu o marido baleado e confrontou o policial, dizendo: “O que você fez, é o meu marido. Olha o que você fez, é o meu marido”. Entretanto, o tenente já havia feito os disparos. Segundo o depoimento da esposa, o tenente disparou dois tiros contra Celso. Um dos disparos atingiu a nuca do empresário, enquanto o outro acertou suas costas. Isso aconteceu porque o marido estava de costas para o policial no momento dos tiros. A mulher acredita que o oficial confundiu seu marido com um dos criminosos. De fato, Celso Bortolato de Castro trabalhava no ramo de seguros. Ele morava na região do Bom Retiro, na capital paulista. Ele tinha o hábito de passear de moto aos fins de semana. Naquele dia, ele e a esposa voltavam de um almoço em São Roque. A cidade fica no interior de São Paulo. A mulher disse, além disso, que eles não costumavam passar pelo Butantã. Este era o local do incidente.
Investigação sobre o policial que mata empresário
Este trágico caso está sob rigorosa investigação por diversas frentes. A Corregedoria da Polícia Militar instaurou um inquérito policial militar para apurar a conduta do tenente. Ao mesmo tempo, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil também apura os fatos. O DHPP busca esclarecer todas as circunstâncias que levaram à morte do empresário. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado informou sobre o tenente. Italo Feitoza Hattori foi afastado das ruas e está em atividades administrativas. Ele não opera em campo enquanto as investigações continuam. Ademais, a SSP ressalta que todas as mortes por intervenção policial são investigadas. O processo é rigoroso e transparente.
Desdobramentos e apuração oficial
Isso ocorre com acompanhamento das corregedorias, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Assim, a lisura do processo é garantida. O registro inicial do caso inclui resistência e morte por intervenção policial. Também consta homicídio culposo e tentativa de roubo. O caso do policial que mata empresário Celso Bortolato de Castro teve seu velório e enterro. O local foi o Cemitério Jardim Horto Florestal, na Zona Norte de São Paulo. Isso aconteceu na segunda-feira seguinte ao ocorrido.
