Desvio de verbas Unicamp: Justiça pede extradição de ex-servidora

A Justiça de Campinas deu um passo importante no caso do desvio de verbas Unicamp. Uma ex-servidora, condenada por tirar R$ 4,2 milhões de fundos de pesquisa, pode ser presa em Tremembé.

A Justiça de Campinas deu um passo importante no caso do desvio de verbas Unicamp. Uma ex-servidora, condenada por tirar R$ 4,2 milhões de fundos de pesquisa, pode ser presa em Tremembé. Ela está no Reino Unido e é considerada foragida. O tribunal agora indicou a Penitenciária Feminina I de Tremembé para recebê-la, caso a extradição aconteça. Esta movimentação mostra a seriedade da busca por justiça. Ela também indica a intenção de garantir que o processo legal siga seu curso, mesmo com a ré fora do país.

O Desvio de Verbas Unicamp e suas Consequências

Ligiane Marinho de Ávila foi condenada por peculato e lavagem de dinheiro. A ex-servidora desviou R$ 4,2 milhões de verbas que deveriam financiar pesquisas da Unicamp. A sentença determina 10 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Além disso, ela precisa devolver o valor desviado, que será atualizado, e pagar 37 dias-multa. O impacto desse crime vai além do financeiro, pois prejudicou estudos importantes para a sociedade e a saúde. Por exemplo, as verbas eram essenciais para comprar materiais, manter equipamentos e fazer experimentos. Consequentemente, o desvio comprometeu o avanço científico.

PUBLICIDADE

Extradição: O Próximo Passo no Caso Unicamp

Ligiane está fora do Brasil, portanto, a Justiça precisa de um processo de extradição. Este é um pedido formal do Brasil para que outro país entregue um investigado ou condenado. A juíza enviou um ofício ao Ministério da Justiça. Ela explicou que a extradição é vital para manter a ordem pública e garantir o andamento do processo. Contudo, para que o pedido seja aceito, o Brasil deve mostrar que a pessoa terá seus direitos respeitados. A Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017) exige que não haja risco de tortura ou tratamento desumano. O país onde Ligiane está vai analisar todos esses requisitos legais. A decisão final é do país estrangeiro. Se a extradição for autorizada, o Brasil providenciará a transferência e a prisão em Tremembé.

A Escolha da Penitenciária de Tremembé

A Justiça indicou a Penitenciária Feminina I de Tremembé para receber Ligiane. Esta unidade prisional tem um perfil específico. Ela abriga detentas condenadas por crimes contra a família e a dignidade sexual. Além disso, a unidade recebe ex-servidoras públicas. A principal característica é que essas presas não têm qualquer envolvimento com facções. A população carcerária é totalmente separada da população comum. Desse modo, a Coordenadoria de Execução Penal garante um “ambiente carcerário harmônico de convívio coletivo” na unidade. Lá, as detentas têm acesso a trabalho, estudo e assistência, com respeito, liberdade e igualdade. Portanto, a escolha de Tremembé visa assegurar um ambiente adequado para a pena.

O g1 tentou contato com a defesa da ex-servidora, mas não obteve retorno até a publicação original da reportagem. Acompanharemos os próximos passos deste importante caso.