Animais visitam pacientes em hospital do interior de SP

Em Mogi Mirim (SP), o Hospital 22 de Outubro usa visitas de animais para levar conforto e alegria a pacientes internados. O projeto "Terapet" começou na pandemia e já trouxe cães, éguas e até pôneis para interagir com quem mais precisa de carinho e bem-estar.

Pacientes que ficam muito tempo internados em hospitais, muitas vezes, sentem falta de casa e de seus animais de estimação. Em Mogi Mirim, interior de São Paulo, o Hospital 22 de Outubro encontrou uma forma diferente de ajudar. Por exemplo, por meio de visitas de animais em hospitais, cães, cavalos e até outros bichos levam alegria e conforto para quem está em tratamento. Esta iniciativa, sem dúvida, mostra como o carinho dos pets pode fazer a diferença na recuperação.

O Projeto Terapet: Conforto Animal nos Hospitais

O projeto “Terapet” começou em 2022, no auge da pandemia de Covid-19. Naquele período, muitas pessoas sofriam por estarem longe de suas casas e famílias durante a internação. O gerente administrativo do hospital, Antonio Marco da Silva, contou que a ideia surgiu quando um paciente mencionou a saudade do seu cachorro. Dessa forma, a equipe começou a pensar em como trazer os animais para dentro do ambiente hospitalar de forma segura.

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Além disso, a cidade de Mogi Mirim possui uma lei específica, a Lei n 6.387. Esta legislação permite que animais de estimação visitem pacientes internados em hospitais. Para isso, é preciso ter autorização médica e seguir todas as regras de higiene. A terapia assistida por animais, como é chamada tecnicamente, busca melhorar o bem-estar emocional e físico dos pacientes.

Visitas de Animais em Hospitais: Casos Que Emocionam

Muitas histórias de encontros entre pacientes e animais chamaram a atenção. Uma delas envolveu Ingrid, uma menina de 11 anos que estava internada há mais de um mês. A égua Tutu visitou Ingrid, e o momento foi muito especial. O animal encostou a cabeça na menina, mostrando um carinho que tocou a todos e repercutiu nas redes sociais. Essa conexão inesperada, de fato, trouxe um alívio para a rotina da criança. Por conseguinte, a equipe hospitalar viu o impacto positivo.

Outro encontro marcante foi o da adolescente Raíssa, de 13 anos, com seu rottweiler, Beethowen. Raíssa tratava uma meningite bacteriana e passou 50 dias no hospital. Beethowen, um cão de grande porte, inicialmente causou surpresa, mas logo mostrou seu lado carinhoso. Ele e Raíssa têm um laço forte desde que ele era filhote. Durante a internação da menina, o cachorro chegou a parar de comer por sentir a falta dela. No dia da visita, por exemplo, Beethowen agiu de forma protetora, ficando perto de Raíssa, cheirando e atento a cada movimento. Sua mãe, aliás, Aline Bancaleiro, descreveu o amor entre eles como muito grande.

A Variedade das Visitas de Animais em Hospitais

Ao longo dos anos, o Hospital 22 de Outubro recebeu visitas de diversos tipos de animais. Além de cães, como o rottweiler Beethowen, um pônei e a égua Tutu também já entraram no hospital. A equipe do “Terapet” até recebeu um pedido para a visita de um galo, mostrando a diversidade de pets que podem trazer alegria. Esses momentos, portanto, quebram a rotina e oferecem um conforto particular aos internados.

A presença desses animais no ambiente hospitalar contribui para a diminuição do estresse e da ansiedade dos pacientes. Além do mais, a interação com os bichos estimula a comunicação e a melhora do humor. Desse modo, a terapia assistida por animais se mostra uma ferramenta importante para o tratamento, ajudando na recuperação e proporcionando momentos de leveza e afeto em um período difícil. O projeto, por fim, continua a trazer sorrisos e a provar o poder do amor animal.