A Guerra Irã completou um mês, e a situação no Oriente Médio segue tensa. Apesar dos ataques continuarem e o Estreito de Ormuz permanecer fechado, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez várias declarações públicas de que o conflito já estava vencido. As palavras de Trump contrastam com a realidade do campo de batalha, onde tanto os Estados Unidos e Israel quanto o Irã mantêm suas ações militares. O cenário mostra que a busca por um cessar-fogo ainda não avançou, e a região continua sob ameaça constante de novos confrontos.
As declarações de Trump sobre a Guerra Irã
O conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã atingiu a marca de um mês sem sinais de trégua. Contudo, desde o início de março, poucos dias após os primeiros bombardeios a Teerã que mataram importantes líderes, Donald Trump começou a afirmar que seu governo havia derrotado o Irã. Essas falas chamaram atenção por não corresponderem ao que se via no terreno. O Irã, por sua vez, continuou seus ataques contra Israel e nações vizinhas que apoiam os EUA, mantendo a postura de enfrentamento. Vamos relembrar o que Trump disse ao longo deste período.
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O que Trump disse sobre a Guerra Irã
Em 3 de março, apenas três dias depois do começo da guerra, Trump declarou que, embora a ofensiva fosse durar algumas semanas, ‘praticamente tudo’ no Irã já estava destruído. Ele foi questionado sobre a escolha de um novo líder supremo e disse que a ‘maior parte das pessoas que tínhamos em mente’ havia morrido. Portanto, ele expressou o desejo de que alguém do próprio país ocupasse o cargo. Esta foi uma das primeiras falas onde ele já indicava uma vitória.
Pouco depois, em 6 de março, em uma postagem na rede Truth Social, Trump falou pela primeira vez sobre um possível acordo. Ele deixou claro que só aceitaria uma ‘rendição incondicional’ do Irã. Além disso, afirmou que os EUA e seus parceiros trabalhariam para ‘tirar o Irã da beira da destruição’. Esta declaração reforçou a ideia de que, para ele, o Irã já estava em uma posição de fraqueza extrema.
No dia seguinte, 7 de março, Trump voltou a usar a Truth Social. Ele provocou dizendo que ‘O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim ‘O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO”. Ele completou dizendo que o país continuaria assim por muitas décadas ‘até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total!’. Assim, ele mantinha a narrativa de que o Irã estava em uma situação irreversível.
A escalada da retórica na Guerra Irã
A retórica de Trump continuou a escalar. Em 9 de março, em entrevista a uma emissora americana, ele afirmou que os Estados Unidos estavam ‘muito à frente’ do prazo inicial para o fim do conflito e que a guerra estava ‘praticamente concluída’. Segundo o ex-presidente, o Irã não possuía mais Marinha ou Força Aérea para atacar ou se defender. Contudo, no mesmo dia, ele ameaçou atacar o Irã ’20 vezes mais forte’ caso o Estreito de Ormuz não fosse liberado. Ele também disse que o país não conseguiria se reconstruir. Esta contradição mostrava a complexidade de suas declarações.
Dois dias depois, em 11 de março, Trump fez outra afirmação forte. Ele disse que os Estados Unidos haviam ‘eliminado a liderança duas vezes’. Esta fala adicionava mais um ponto à sua série de declarações de vitória. No entanto, a realidade no terreno continuava a mostrar que o conflito estava longe de um fim, com trocas de ataques e a persistência do fechamento do Estreito de Ormuz.
Em resumo, as palavras de Donald Trump ao longo do primeiro mês de Guerra Irã pintaram um quadro de vitória e destruição total do inimigo. Entretanto, a situação real no Oriente Médio indicava um conflito ativo, com ambos os lados mantendo suas ofensivas e sem progressos significativos em direção a um acordo de paz. A tensão na região permanece alta, e o futuro do conflito ainda é incerto, apesar das declarações otimistas de Trump.
