Milhões de pessoas foram às ruas nos Estados Unidos para protestar. As manifestações anti-Trump aconteceram no sábado, 28 de março de 2026, com o objetivo de mostrar descontentamento contra a guerra no Irã e outras decisões do presidente Donald Trump. Este movimento, conhecido como “No Kings” (Sem Reis), ganhou força em diversas cidades americanas, refletindo uma crescente oposição.
A Força do Movimento “No Kings”
Minnesota se tornou um ponto central para os protestos. Na capital St. Paul, perto de Minneapolis, centenas de milhares de pessoas se reuniram no Capitólio estadual e nas ruas próximas. Organizadores esperavam um número ainda maior de participantes. O cantor Bruce Springsteen esteve presente, por exemplo, tocando a música “Streets of Minneapolis”. Ele compôs essa canção em memória de Renee Good e Alex Pretti, que morreram por ações de agentes federais, e para homenagear os moradores de Minnesota que protestaram contra as políticas de imigração do governo Trump. No palco, Springsteen deixou um recado claro: “Esse pesadelo reacionário, e estas invasões de cidades americanas, não serão tolerados.” Essas manifestações anti-Trump refletem um profundo descontentamento popular.
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O Crescimento das Manifestações Anti-Trump
Esta foi a terceira vez em menos de um ano que os americanos foram às ruas para apoiar o movimento “No Kings”. Ele se destaca como a forma mais visível e barulhenta de oposição a Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025. Os organizadores informaram que mais de 3.100 eventos foram registrados em todos os 50 estados, um aumento de 500 eventos em comparação com outubro. Em Nova York, a Times Square, em Manhattan, ficou cheia de manifestantes. Contudo, a mobilização não para, e novas razões impulsionam a população.
Novos Motivos para o Protesto
Um novo ponto de irritação para os manifestantes é a guerra no Irã, iniciada por Trump junto com Israel. Os objetivos e prazos dessa guerra mudam o tempo todo, e já houve baixas de militares americanos. Além disso, a situação gera grande preocupação. Em Washington, muitas pessoas marcharam em frente ao Lincoln Memorial e seguiram para o National Mall. Eles carregavam cartazes com frases como “Abaixe a coroa, palhaço” e “A mudança de regime começa em casa”. Os manifestantes usaram sinos e tambores, gritando “Chega de reis”. O conjunto de fatores impulsiona as manifestações anti-Trump por todo o país.
Divisão Política nos EUA
Apesar das manifestações anti-Trump, o presidente ainda tem muitos apoiadores. Eles fazem parte do movimento “Make America Great Again” (MAGA), que busca tornar os Estados Unidos grandes de novo. Do outro lado, há uma forte oposição que rejeita Trump com a mesma intensidade. Os críticos apontam vários problemas: o uso de decretos executivos para governar, o uso do Departamento de Justiça para perseguir quem se opõe, a negação das mudanças climáticas e a luta contra programas que promovem a diversidade racial e de gênero. Além disso, eles criticam o gosto recente de Trump por mostrar o poder militar americano, mesmo depois de uma campanha onde ele se apresentou como um homem de paz. A polarização política continua a moldar o cenário do país, evidenciando a complexidade da situação.
