Fábrica de Árvores do Rio: Produção de Mudas Aumenta

A Prefeitura do Rio ampliou a Fábrica de Árvores, um viveiro municipal em Guaratiba, que agora produz mais mudas da Mata Atlântica para reflorestamento e arborização urbana, combatendo os efeitos das mudanças climáticas.

O calor nas cidades é um problema para muitos. No Rio de Janeiro, a prefeitura ampliou uma iniciativa importante para combater este cenário e melhorar o meio ambiente. Assim, a Fábrica de Árvores do Rio, um viveiro municipal, agora produz ainda mais mudas da Mata Atlântica. Ela fica na Fazenda Modelo, em Guaratiba, na Zona Oeste da cidade. Em suma, este projeto, que começou em 2021, é fundamental para o plano de arborização urbana. Sua expansão, portanto, visa aumentar a produção e enfrentar os efeitos do clima, como as ilhas de calor.

O que a Fábrica de Árvores do Rio faz?

A Fábrica de Árvores do Rio é um viveiro da prefeitura. Ela produz mudas de plantas que são nativas da Mata Atlântica. Estas mudas, por exemplo, servem para projetos de reflorestamento e para colocar mais árvores nas ruas da cidade. O local, além disso, fornece plantas para programas como os Bosques Cariocas e outras ações que recuperam o meio ambiente. Em outras palavras, o objetivo atual é produzir cerca de 60 mil mudas por ano. Desse total, 10 mil mudas vão para a arborização urbana e 50 mil para reflorestamento.

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Este projeto é parte da estratégia do Rio para diminuir os impactos das mudanças climáticas. Ele ajuda a reduzir as chamadas “ilhas de calor”, que são comuns em áreas urbanas com pouca vegetação. Além disso, a produção própria de mudas economiza dinheiro público. Isso porque a prefeitura não precisa comprar as plantas de fora. Consequentemente, esta autonomia permite investir mais em outras ações de recuperação ambiental e em um planejamento urbano que seja sustentável. De fato, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima explica que isso libera recursos para outras frentes importantes.

As novidades da Fábrica de Árvores do Rio

A segunda fase da Fábrica de Árvores do Rio trouxe várias melhorias. Elas envolvem tanto a estrutura quanto a forma de trabalhar. Uma das principais mudanças, por exemplo, é o aumento dos canteiros. Assim, agora é possível cultivar mudas maiores. Antes, a produção era focada apenas em plantas pequenas, usadas principalmente para reflorestar. Com isso, o viveiro agora faz a etapa de “engorda”. Nesta fase, as plantas ficam mais tempo no local até atingirem o tamanho certo para o plantio definitivo.

Outra inovação importante é a instalação de uma câmara fria. Ela serve para guardar as sementes. Antes, o material coletado era mantido apenas com controle de temperatura. Agora, no entanto, com o controle também da umidade, as sementes podem ser conservadas por mais tempo e com melhor qualidade. Assim, isso torna todo o processo de produção mais eficiente. Desde a coleta das sementes até o plantio das mudas, tudo melhora. A unidade, por fim, agora se chama Fábrica de Árvores Francisco Antonio da Cunha Neto. Este nome, aliás, é uma homenagem a um funcionário que trabalhou por mais de vinte anos na restauração ambiental do município.