Os Estados Unidos avaliam enviar mais 10 mil soldados para atuar como tropas no Oriente Médio. O jornal Wall Street Journal divulgou esta informação. Este possível movimento acontece em meio a uma crescente tensão na região. Enquanto isso, a decisão pode aumentar as opções militares do presidente Donald Trump. Ao mesmo tempo, Trump afirma negociar um acordo com o Irã.
Caso o Pentágono confirme, estes militares se juntarão a 5 mil fuzileiros navais já presentes. Milhares de paraquedistas também já estão no Oriente Médio. O plano ainda inclui o envio de veículos blindados e mais tropas terrestres. A reportagem não detalha o local exato para onde as forças iriam. No entanto, o jornal indica que os soldados ficariam posicionados para um eventual ataque ao Irã. A ilha de Kharg, vital para o petróleo iraniano, é um dos alvos cogitados. A costa do país também está na lista de possíveis operações com tropas no Oriente Médio.
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EUA Avaliam Envio de Tropas no Oriente Médio
O presidente Donald Trump estendeu, pela segunda vez, o prazo para possíveis ataques contra usinas de energia do Irã. No dia 21 de março, Trump ameaçou “obliterar” as usinas. Isso aconteceria se o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas. Dois dias depois, ele concedeu mais cinco dias. Naquela ocasião, Trump disse que as conversas para encerrar a guerra estavam “muito boas”.
Agora, em uma rede social, Trump informou um novo prazo de 10 dias. A medida vale até 6 de abril. Ele afirmou que as negociações entre os dois países “estão indo muito bem”. O presidente disse ainda que o governo iraniano solicitou esta decisão. Contudo, mediadores contaram ao Wall Street Journal que o Irã não pediu nenhum prazo novo. Mais cedo, Trump demonstrou incerteza sobre um acordo. Ele declarou que Teerã está desesperado por negociações.
Plano de Paz e as Tropas Terrestres
A imprensa americana reportou que os Estados Unidos enviaram um plano de paz. O documento, com 15 pontos, busca encerrar a guerra. Ele estabelece condições sobre armas e enriquecimento de urânio. Por exemplo, o Irã deve se comprometer a não desenvolver armas nucleares. Além disso, há limites para o alcance e a quantidade de mísseis. O plano exige a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow.
Outro ponto importante é o fim do financiamento a grupos aliados na região. Hamas e Hezbollah são exemplos. O plano também propõe a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz. Entretanto, o Irã rejeitou a proposta. O governo iraniano chamou o plano de inaceitável. A presença de tropas adicionais dos EUA na região, portanto, adiciona uma camada de complexidade a este cenário já delicado. A situação permanece volátil, exigindo atenção constante dos observadores internacionais sobre o movimento das tropas no Oriente Médio.
