Uma ação recente contra funcionários da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP) resultou na apreensão de bens valiosos. A Operação Fisco Paralelo investiga um esquema complexo de corrupção. Este esquema, portanto, envolve a manipulação de créditos de ICMS. Além disso, há suspeitas de lavagem de dinheiro. Mais de R$ 1,5 milhão em dinheiro e relógios foram encontrados. A polícia busca desvendar toda a rede de fraudes no estado.
O que a Operação Fisco Paralelo Encontrou
A polícia apreendeu doze relógios caros e meio milhão de reais em dinheiro. Os bens, no total, somam mais de um milhão e meio de reais. O Ministério Público (MP) investiga um esquema de corrupção. Este esquema, por exemplo, manipulava créditos de ICMS de forma indevida. Funcionários do governo paulista recebiam pagamentos ilegais. Eles também praticavam lavagem de dinheiro para esconder o dinheiro sujo. Vinte e dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversas localidades. Dessa forma, a ação ocorreu em São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos.
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Locais e Alvos da Investigação
Um condomínio de luxo em Tamboré foi alvo das buscas. Além disso, quatro endereços no bairro de Moema, na capital, também receberam a polícia. Dezesseis pessoas ligadas à Sefaz-SP são investigadas. Contudo, uma executiva de uma empresa grande também está na lista dos envolvidos. As buscas aconteceram em locais ligados a servidores. Estes servidores trabalham em cinco setores da Secretaria da Fazenda. São eles:
- Delegacia Regional Tributária da Capital II (Lapa)
- Delegacia Regional Tributária da Capital III (Butantã)
- Delegacia Regional Tributária 12 (ABCD)
- Delegacia Regional Tributária 14 (Osasco)
- Diretoria de Fiscalização (DIFIS)
A gestão atual é do governador Tarcísio de Freitas. A Sefaz-SP não se manifestou sobre a operação até o momento desta publicação. Assim, as investigações continuam para esclarecer todos os fatos.
Desdobramentos da Operação Fisco Paralelo e Conexões
A Operação Fisco Paralelo é uma continuação da Operação Ícaro. A Operação Ícaro, por sua vez, investigou desvios de créditos em 2025. Ela envolvia casos como Ultrafarma e Fast Shop, empresas conhecidas no mercado. Esta nova fase, portanto, começou porque o MP conseguiu mais dados. Novas irregularidades na Sefaz-SP foram descobertas, o que levou a esta nova ação. Na Operação Ícaro, os promotores focaram no fiscal Artur Gomes da Silva Neto. Dali, chegaram ao centro do esquema de corrupção. Maria Hermínia de Jesus Santa Clara era a contadora do grupo. O celular dela, por conseguinte, ajudou a expandir a investigação. Maria Hermínia já está presa.
Ela foi detida por um esquema com o grupo Nortene. Este caso, aliás, foi investigado na Operação Mágico de Oz. Esta é outra fase da Operação Ícaro, o que demonstra a complexidade da rede. Portanto, as investigações mostram uma rede complexa de fraudes. O Ministério Público encontrou provas de que vários órgãos da Sefaz-SP foram corrompidos. Assim, a ação visa desmantelar essa estrutura criminosa. A população espera por mais clareza sobre o caso. A luta contra a corrupção segue, e novas informações podem surgir.
