Dois homens, apontados como envolvidos no sequestro em shopping de Salvador, morreram ao confrontar a polícia. O fato aconteceu nesta quinta-feira (26). Foi durante uma operação policial em Simões Filho e São Gonçalo dos Campos, cidades próximas de Salvador. A ação da Polícia Civil busca desarticular a quadrilha responsável pelo crime. O sequestro abalou a região. Ele ocorreu em 15 de março, no estacionamento de um shopping da capital baiana. Na ocasião, uma idosa e suas duas filhas foram mantidas reféns. Elas foram coagidas a fazer transferências bancárias. A investigação avança e traz novos detalhes sobre o caso que chocou a população.
Detalhes da Operação Policial
A Polícia Civil deflagrou a Operação Pedrinhas para investigar o grupo criminoso. O objetivo era cumprir seis mandados de prisão temporária. As cidades eram Salvador, Simões Filho e São Gonçalo dos Campos. Durante a operação, os policiais encontraram resistência. Domini Nery dos Santos, de 21 anos, morreu após trocar tiros com as equipes em Simões Filho. Outro suspeito, Kaike Araujo Caldas, de 22 anos, também morreu no mesmo local, após um confronto armado. Essas mortes marcam um ponto crucial na investigação do sequestro em shopping de Salvador.
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Além dos confrontos, a operação teve outros resultados importantes. Uma mulher, que não teve o nome divulgado, foi presa no bairro da Boca do Rio, em Salvador. Três detentos já estavam no sistema penitenciário da Mata Escura, em Salvador. Eles tiveram os mandados de prisão cumpridos dentro da cadeia. Eles já cumpriam pena por outros crimes e agora responderão também pelo sequestro. As apurações indicam que os envolvidos formam uma organização criminosa. Eles praticam crimes patrimoniais, usando violência e grave ameaça. Também privam a liberdade das vítimas.
O Mandante e a Conexão com a Prisão
A investigação revelou que o mandante do sequestro é Pedro Vitor. Ele já estava preso no sistema penitenciário da Mata Escura. Ele orquestrou o crime de dentro da cadeia. Diante da gravidade, Pedro Vitor será transferido para um presídio de segurança máxima. Ele fica em Serrinha, no norte da Bahia. A polícia trabalha para entender a comunicação e organização do crime. Elas foram feitas de dentro da prisão. Isso levanta preocupações sobre a segurança e o controle do sistema carcerário.
Como Aconteceu o Sequestro
As três vítimas — a idosa e suas duas filhas — estavam no estacionamento do shopping. Homens armados as abordaram. Os criminosos as forçaram a entrar no carro de luxo da família. Por horas, as mulheres foram obrigadas a dirigir pela cidade, sob constantes ameaças de morte. Depois de rodar por um tempo, os sequestradores as levaram para uma casa abandonada, na região da Cidade Baixa, em Salvador. Lá, as vítimas foram coagidas a fazer várias transferências bancárias para os criminosos. Uma dessas transferências foi destinada a Emile Quessia Oliveira, que é esposa do mandante do crime.
Durante as investigações, os familiares das vítimas entraram em contato com a Caixa Econômica Federal. O banco confirmou que uma das mulheres sequestradas tentou fazer um Pix de R$ 50 mil. O destino era Emile Quessia. Com essa informação crucial, a Polícia Civil foi até a casa de Emile. No início, ela tentou se desfazer do celular e negou qualquer participação no crime. Contudo, ao ser pressionada, Emile confessou que o marido poderia estar envolvido no sequestro. A pedido dos policiais, Emile fez uma chamada de vídeo para o marido. Ele atendeu o telefone de dentro de uma cela da penitenciária. Este detalhe reforçou a conexão entre o mandante e o sequestro em shopping de Salvador.
