O Acordo nuclear Irã é o centro das discussões para encerrar o conflito no Oriente Médio. Primeiramente, Estados Unidos e Irã apresentaram planos distintos, cada um com suas condições, buscando uma saída para a guerra que já dura um mês. Em seguida, as propostas surgiram na imprensa dos dois países, mostrando que, apesar das divergências, há movimentos em direção a possíveis negociações.
As Propostas dos Estados Unidos
O plano dos Estados Unidos foi o primeiro a ser divulgado. Para começar, fontes da imprensa americana indicam que a proposta contém quinze pontos. Ela chegou ao Irã por meio do Paquistão. Adicionalmente, este documento detalha exigências sobre armamentos e o processo de enriquecimento de urânio. Por exemplo, os termos incluem:
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- O Irã precisa se comprometer a não desenvolver armas nucleares.
- É necessário limitar o alcance e a quantidade de mísseis.
- As usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow devem ser desativadas.
- O Irã precisa parar de financiar grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah.
- A criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz faz parte da proposta.
O jornal The Wall Street Journal informou que os Estados Unidos ofereceram suspender as sanções econômicas. Estas estavam relacionadas ao programa nuclear iraniano. Além disso, os americanos sinalizaram que podem ajudar e monitorar um programa nuclear civil, desde que seja para fins pacíficos. De modo geral, o plano segue o que os Estados Unidos já defendiam antes da guerra. O Canal 12 de Israel mencionou que a proposta inclui um cessar-fogo de trinta dias para que as negociações avancem.
A Rejeição e o Contraponto do Irã sobre o Acordo nuclear
Nesta quarta-feira, o Irã usou a imprensa estatal para rejeitar a proposta dos Estados Unidos publicamente. Em um comunicado, Teerã classificou o plano como “excessivo e desconectado da realidade”. Em outras palavras, o governo iraniano afirmou que o presidente dos EUA não ditaria o fim do conflito, deixando clara sua posição. A Press TV divulgou que o Irã encerrará a guerra quando decidir e quando suas próprias condições forem atendidas. Portanto, o Irã apresentou uma contraproposta com cinco condições para acabar com a guerra. Elas incluem:
- A interrupção total da “agressão e dos assassinatos” por parte do “inimigo”.
- A criação de mecanismos para garantir que a guerra não recomece.
- O ressarcimento e as reparações por todos os danos causados durante o conflito.
- O fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência na região.
- O “exercício da soberania” sobre o Estreito de Ormuz.
Autoridades iranianas explicaram que essas exigências se somam a outras. Elas já haviam sido apresentadas em uma rodada de negociações com os EUA, dias antes do início do conflito. Contudo, fontes ouvidas pela agência Reuters indicaram que o Irã não rejeitou completamente a proposta americana. O país também deseja incluir o Líbano em um futuro acordo de cessar-fogo. Essa inclusão visa interromper os ataques de Israel ao Hezbollah, mostrando uma visão mais ampla para a estabilidade regional. Assim, o diálogo sobre o Acordo nuclear Irã continua. Cada lado defende seus interesses e tenta encontrar um terreno comum para a paz.
