Você usa ou pensa em usar o empréstimo consignado privado? O governo está se movimentando para mudar as regras e diminuir os juros que algumas financeiras cobram. A ideia é proteger o bolso de quem precisa de crédito e garantir que as taxas sejam mais justas. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que há uma proposta para controlar os valores cobrados. O objetivo é buscar um mercado mais equilibrado para o empréstimo consignado privado.
Esta proposta não vai criar um teto fixo para os juros. Em vez disso, o plano é identificar quando os juros ficam muito acima da média praticada pelo mercado. Assim, se uma taxa for considerada exagerada, ela poderá ser vetada. O governo, portanto, quer evitar que algumas instituições financeiras cobrem valores que fogem muito do padrão, prejudicando os trabalhadores.
Leia também
Novas Ideias para o Empréstimo Consignado Privado
Outra medida importante que pode ajudar a baixar os juros é a regulamentação do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. Isso significa que, ao usar o FGTS como segurança para o empréstimo, o risco para o banco diminui. Consequentemente, a taxa de juros também deveria cair. Esta ideia já existe há algum tempo, mas ainda não foi colocada em prática.
As duas propostas serão discutidas em breve pelo Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado (CGCONSIG). Este comitê, aliás, reúne representantes de importantes órgãos do governo, como o MTE, a Casa Civil e o Ministério da Fazenda. A reunião, que estava marcada para esta semana, foi adiada. No entanto, a expectativa é que aconteça em breve para definir os próximos passos.
Por Que o Governo Olha o Empréstimo Consignado Privado?
O programa de empréstimo consignado privado para trabalhadores do setor privado começou em março de 2025. Desde então, a procura por essa linha de crédito cresceu muito. Por exemplo, dados do Banco Central mostram que o total emprestado nessa modalidade quase dobrou em menos de um ano, passando de cerca de R$ 40 bilhões para R$ 83 bilhões. Isso mostra o quanto as pessoas estão usando esse tipo de crédito.
Contudo, mesmo com o aumento do uso, os juros cobrados subiram. Em março de 2025, a taxa média era de 44% ao ano. Em janeiro deste ano, essa taxa chegou a 57%. Para comparar, os juros do consignado para servidores públicos e aposentados do INSS ficaram em torno de 24% ao ano no mesmo período. Essa diferença grande chamou a atenção do governo. Além disso, a inadimplência dos trabalhadores privados caiu, o que, em tese, deveria levar a juros menores, não maiores. A taxa baixou de 7,5% para 5,6%.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou recentemente sobre a necessidade de melhorar o modelo de crédito no Brasil. Ele indicou que novas ações serão tomadas ao longo deste ano para aperfeiçoar o sistema. Portanto, as medidas para o empréstimo consignado privado fazem parte de um esforço maior do governo para organizar o mercado de crédito e ajudar as famílias brasileiras.
