Acusados de Estupro Coletivo Depõem no Rio de Janeiro

A Justiça do Rio de Janeiro realizou uma audiência importante. Nela, foram ouvidos os homens acusados de participar de um estupro coletivo. O crime aconteceu em um apartamento de Copacabana, na Zona Sul do Rio, e a vítima é uma adolescente. Três dos quatro maiores de idade que respondem pelo crime prestaram depoimento.

A Justiça do Rio de Janeiro realizou uma audiência importante. Nela, foram ouvidos os homens acusados de participar de um estupro coletivo. O crime aconteceu em um apartamento de Copacabana, na Zona Sul do Rio, e a vítima é uma adolescente.

Três dos quatro maiores de idade que respondem pelo crime prestaram depoimento. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Matheus Veríssimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin falaram à Justiça. Todos estavam com seus advogados. João Gabriel Xavier Bertho, o quarto acusado, não compareceu. A defesa dele disse que o trajeto da prisão até o local da audiência poderia causar “desgaste físico e emocional”. Além disso, alegou “risco de exposição ilegal” da imagem do réu. O juiz aceitou a justificativa.

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Acusados de Estupro Coletivo Falam à Justiça

A audiência aconteceu na última terça-feira, dia 24 de março. Esta etapa é fundamental para o processo sobre o estupro coletivo, pois permite que os envolvidos apresentem suas versões dos fatos. A justiça busca entender cada detalhe para tomar uma decisão justa. A ausência de um dos réus, embora justificada, levanta questões sobre o andamento do caso, mas não impede o processo legal.

O Depoimento da Vítima

A vítima, uma adolescente de 17 anos, também foi ouvida. Ela prestou depoimento por videoconferência. Uma psicóloga a acompanhou durante todo o processo. A jovem pediu que os acusados não assistissem ao seu relato, e a Justiça atendeu à solicitação. Isso garante um ambiente mais seguro e menos intimidador para a vítima, facilitando que ela conte sua experiência sem pressões adicionais.

Detalhes do Estupro Coletivo em Copacabana

A violência sexual ocorreu na noite de 31 de janeiro. O local foi um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro. O inquérito final, feito pela 12ª DP (Copacabana), indica que quatro homens foram indiciados. Eles respondem pelo crime de estupro coletivo, conhecido legalmente como estupro com concurso de pessoas. Um adolescente também foi envolvido no caso, mas o processo dele foi separado e enviado para a Vara da Infância e Juventude, que tem regras específicas para menores de idade.

A adolescente contou na delegacia o que aconteceu. Ela estava com a avó. Ela disse que um colega de escola a chamou para ir ao apartamento de um amigo. Ele pediu que ela levasse uma amiga, mas ela acabou indo sozinha. A jovem teve um relacionamento com o rapaz entre 2023 e 2024, mas não se viam há um tempo.

Ao chegar ao prédio, ela encontrou o jovem na portaria e subiu com ele. No elevador, o rapaz avisou que dois amigos estariam no apartamento. Ele insinuou que fariam “algo diferente”. A adolescente disse que não aceitou a ideia. No apartamento, ela foi levada para um quarto. Enquanto estava com o jovem, outros três rapazes entraram no cômodo. Eles fizeram comentários e, segundo o relato, um deles começou a tocá-la sem consentimento. A jovem resistiu e tentou impor condições.

Após insistência do adolescente, a vítima concordou que os amigos ficassem no quarto, mas com a condição de que não a tocassem. Contudo, ela relatou que os jovens tiraram a roupa, começaram a beijá-la e apalpá-la. A vítima afirmou que foi forçada a praticar sexo oral. Além disso, sofreu penetração por parte dos quatro jovens. Ela disse que levou tapas, socos e um chute na barriga. Em determinado momento, ela tentou sair do quarto, mas foi impedida. Ao deixar o apartamento, ela enviou uma mensagem a alguém.

Acompanhamento e Próximos Passos no Caso de Estupro Coletivo

Este caso de estupro coletivo segue em andamento na Justiça. Os depoimentos são uma parte crucial para a coleta de provas e para que o juiz possa formar sua convicção. A investigação policial já apontou os indiciados, e agora o processo judicial dará continuidade. A sociedade acompanha de perto casos como este, que reforçam a necessidade de combater a violência contra a mulher e garantir que crimes assim não fiquem impunes. A justiça trabalha para que a verdade venha à tona e os responsáveis respondam por seus atos. É fundamental que as vítimas se sintam seguras para denunciar e que o sistema legal ofereça o suporte necessário para elas.