Um julgamento importante sobre a Meta e menores de idade começou nos Estados Unidos. Um júri no Novo México analisa se a empresa colocou crianças em perigo. A acusação é que as redes sociais da plataforma, como Facebook e Instagram, deixaram os jovens mais expostos a pessoas mal-intencionadas. Assim, este caso pode mudar como as empresas de tecnologia lidam com a segurança de crianças online.
O que Acontece no Caso da Meta e Menores?
O estado do Novo México quer bilhões de dólares da Meta. Este é, portanto, um dos principais processos contra a gigante da tecnologia nos EUA. Outro julgamento, por exemplo, acontece na Califórnia. Lá, a discussão é se a empresa e o YouTube causam vício em crianças. Contudo, o processo do Novo México é visto como um teste importante. Muitas outras ações parecidas aguardam uma decisão nos tribunais, desse modo, o resultado aqui é crucial.
Leia também
O júri começou a trabalhar depois de um julgamento de seis semanas. Durante esse período, quarenta testemunhas, incluindo ex-funcionários, deram seus depoimentos. Além disso, muitos documentos, relatórios e e-mails foram mostrados como prova.
A Acusação Contra a Meta e Menores
O procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, processou a Meta e seu CEO, Mark Zuckerberg, em 2023. Ele alega que a empresa não protegeu as crianças de abuso sexual e tráfico de pessoas. Desse modo, a promotora Linda Singer acusou a plataforma de ter comunicado de forma enganosa sobre suas medidas de proteção de menores. Ela explicou que a empresa não revelou a chance do algoritmo conectar predadores com adolescentes. Além do mais, o sistema também recomendava conteúdos sensacionalistas e prejudiciais.
A Defesa da Empresa no Julgamento
A Meta, por sua vez, respondeu que o caso do estado é “sensacionalista”. Um porta-voz da empresa disse que os documentos apresentados eram “selecionados a dedo”. A empresa afirma que o estado não conseguiu provar suas alegações. Portanto, a gigante da tecnologia contesta as acusações.
O estado pede uma multa civil máxima de 5 mil dólares para cada adolescente. Isso inclui cerca de 221 mil jovens do Novo México que, segundo a acusação, usam Facebook e Instagram. No entanto, a Meta não concorda com este valor total. Uma segunda parte do processo acontecerá em maio. Nela, um juiz vai ouvir a alegação de que a empresa criou um problema público. Assim, o estado quer que a plataforma pague por programas que ajudem as crianças a lidar com os supostos danos.
O resultado deste julgamento pode ter um grande impacto no futuro das redes sociais. Ele pode mudar a forma como as plataformas digitais operam e, consequentemente, aumentar a segurança online para os mais jovens. É um caso que define precedentes importantes para o setor.
