Um acontecimento grave marcou Vitória, no Espírito Santo. Um Policial Rodoviário Federal (PRF) mata comandante da Guarda Municipal, Dayse Barbosa, de 37 anos. Ele usou a própria arma de trabalho para o crime. O fato ocorreu na madrugada de segunda-feira, na casa da vítima, no bairro Santo Antônio. Após o ato, Diego Oliveira de Sousa, o policial, tirou a própria vida na cozinha. A família de Dayse já havia relatado perseguições e ameaças que ela sofria de Diego.
A Arma do PRF no Crime
O delegado Fabrício Dutra, chefe do Departamento de Homicídios, confirmou o uso da pistola Glock 9MM G17. Esta era a arma de serviço do PRF. A polícia apreendeu a arma e outros objetos ligados ao caso. Em seguida, eles enviaram tudo para a perícia criminal. O objetivo é comparar os projéteis encontrados no corpo de Dayse.
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A devolução da arma para a Polícia Rodoviária Federal depende de uma decisão judicial. Mesmo com a morte do autor, somente um juiz pode autorizar isso. A polícia também investiga se Diego tinha outras armas registradas em seu nome. A PRF, por sua vez, direcionou as perguntas sobre a arma para a Polícia Civil.
O Caso do PRF e o Cenário do Crime
Diego matou Dayse Barbosa com cinco tiros enquanto ela dormia em seu quarto. A vítima tinha sua arma de serviço da Guarda Municipal no mesmo cômodo. Contudo, o delegado Fabrício Dutra esclareceu que Diego não usou o equipamento de Dayse. A polícia devolveu a arma e outros itens, como o colete balístico da comandante, à instituição dela.
No momento do crime, o pai de Dayse estava na casa, dormindo em outro quarto. Ele ouviu os tiros e, portanto, presenciou parte do ocorrido indiretamente. A filha de Dayse, de oito anos, estava com a família paterna e não viu o crime. Este assassinato é o primeiro caso de feminicídio em Vitória após quase dois anos sem registros na capital.
O Histórico por Trás do PRF que Mata Comandante
Ainda conforme a investigação, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Sousa invadiu o quarto de Dayse usando uma escada. A motivação para o crime teria sido o pedido de Dayse para terminar o relacionamento. A família da comandante já havia afirmado que ela sofria perseguições e ameaças de Diego.
Além disso, o PRF Diego respondia a um processo disciplinar por importunação sexual. Dayse Barbosa era reconhecida por sua dedicação e sempre estava disposta a ajudar. Sua morte representa uma perda para a Guarda de Vitória e para a comunidade.
