Uma criança baleada na saída da escola, no Rio de Janeiro, teve alta do hospital. Após vinte dias de internação, a menina Heloísa da Paixão Pinho, de 10 anos, voltou para casa. Ela recebeu alta nesta segunda-feira, depois de passar por cirurgias e tratamento intensivo. Este caso mostra a força da recuperação e a importância de um atendimento médico rápido.
A Luta pela Recuperação da Criança Baleada
Heloísa deu entrada no Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, no início de março. Ela estava em estado grave. Um projétil de arma de fogo causou uma lesão vascular grave na perna esquerda. Por causa da grande perda de sangue e o risco de isquemia, os médicos precisaram agir rápido. A rápida ação foi crucial para salvar a criança baleada.
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O coordenador médico da pediatria, Helder Souza, destacou a importância da rapidez. “A paciente chegou grave e recebeu assistência imediata. Em seguida, foi para a cirurgia”, explicou. Depois do procedimento, Heloísa foi para o CTI. Lá, ela recebeu suporte completo da pediatria. Com a melhora, ela começou a fazer fisioterapia motora. Isso foi fundamental para ela recuperar o movimento.
Atendimento Rápido Evita Consequências Maiores
A cirurgiã Luana Gouvêa foi a responsável pela primeira operação. Ela contou que a equipe decidiu operar Heloísa na hora. Isso aconteceu mesmo o hospital não sendo especialista em cirurgia vascular. “Em ferimentos por arma de fogo, cada minuto faz diferença, principalmente em crianças”, disse ela. Transferir a menina poderia custar um tempo precioso. A cirurgia rápida evitou problemas graves. Também diminuiu o risco para a vida de Heloísa.
Durante o tempo no hospital, Heloísa precisou de mais cirurgias. Ela também iniciou a reabilitação com fisioterapia. Com a ajuda de um andador, a menina conseguiu voltar a caminhar. Os médicos informaram que ela continuará com acompanhamento. Este cuidado será na pediatria e na cirurgia-geral. O pai de Heloísa, Geovane da Paixão, expressou seu alívio. “Foram dias difíceis”, ele disse. “Agora, com ela em casa, ficamos mais tranquilos. A recuperação desta criança baleada traz esperança para a família.”
Outras Meninas Também Foram Atingidas Perto da Escola
Heloísa não foi a única vítima. Naquele dia, três meninas foram baleadas na Rua Horizontina, na saída da escola. Além de Heloísa, sua irmã, Marilia Leticia, de 14 anos, e outra criança de 10 anos também foram atingidas. A polícia informou que havia um tiroteio em uma comunidade próxima. Todas as meninas foram levadas para o Hospital Rocha Faria.
- A outra menina, com ferimentos leves, recebeu alta no mesmo dia.
- Marilia deixou o hospital após três dias.
- Heloísa, por ter o estado mais sério, ficou internada por vinte dias.
A irmã de Heloísa também fará acompanhamento e reabilitação. A Polícia Civil continua investigando o caso. Eles buscam saber de onde vieram os tiros que atingiram as crianças. A história da criança baleada Heloísa mostra a esperança e a importância da dedicação médica.
