Rachadinha em Paulínia: Ex-vereador e Assessores Condenados

Ex-vereador e ex-prefeito interino de Paulínia, Antonio Miguel Ferrari, conhecido como Loira, foi condenado a mais de quatro anos de prisão por envolvimento em um esquema de rachadinha, onde assessores eram obrigados a repassar parte do salário.

A Justiça de Paulínia tomou uma decisão sobre um caso de rachadinha, condenando um ex-vereador e ex-prefeito interino da cidade. Antonio Miguel Ferrari, conhecido como Loira, recebeu uma pena de quatro anos e um mês de prisão. Outras duas pessoas também foram condenadas por participarem do esquema. Este caso mostra a atuação da lei contra práticas ilegais no serviço público, buscando combater a corrupção e garantir a integridade. Portanto, entender os detalhes desta condenação é essencial para a população.

O esquema de rachadinha aconteceu entre 2021 e 2022, enquanto Loira ocupava uma cadeira na Câmara. A denúncia mostra que um assessor dele foi obrigado a entregar R$ 1,5 mil do seu salário todo mês. Esse dinheiro ia para Taciana Félix Custódio, que trabalhava no mesmo gabinete. Márcio Rosa Santos, apontado como coordenador político de Loira, também acompanhava esses pagamentos. Ele possuía autonomia para dar ordens a funcionários comissionados, mesmo sem ser um funcionário oficial da Câmara. Assim, a prática envolveu diferentes níveis de atuação dentro do gabinete.

PUBLICIDADE

A Decisão da Justiça sobre a Rachadinha

Taciana e Márcio também foram condenados pela participação. Taciana recebeu uma pena de três anos e seis meses, e Márcio, três anos de prisão. Ambos cumprirão a pena em regime aberto. Loira, por sua vez, cumprirá a pena em regime semiaberto. É importante notar que todos os envolvidos podem recorrer da decisão enquanto estão em liberdade. A juíza Patrícia Ribeiro Bacciotti Parisi, da 2ª Vara de Paulínia, foi quem assinou a sentença. Desse modo, as defesas já se preparam para os recursos.

Os advogados dos réus já se manifestaram. O advogado de Loira, Fábio José Martins, disse que não concorda com a decisão. Ele destacou que o Ministério Público não provou que seu cliente sabia ou participava da rachadinha. Fábio já entrou com um recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e confia na reversão da sentença. Além disso, a defesa de Taciana, com Cristiano James Bovolon, avaliou a decisão como “mais política do que técnica”. Por fim, o advogado de Márcio, Ícaro Batista Nunes, afirmou que a sentença não tem apoio nas provas. Portanto, eles buscam anular as condenações nas instâncias superiores.

Entenda o Esquema da Rachadinha

A ação judicial foi movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). A denúncia detalha que, entre setembro de 2021 e abril de 2022, Loira, Taciana e Márcio exigiram o valor mensal do assessor. A quantia de R$ 1,5 mil em dinheiro vivo, segundo a acusação, seria para “cumprir acordos políticos”. Essa prática é proibida por lei. Juridicamente, ela é chamada de concussão ou peculato, mas é mais conhecida como rachadinha. A lei prevê penas de reclusão de 2 a 12 anos, além de multa, para quem comete esses crimes. Assim, as implicações são graves.

Para fundamentar a condenação, diversas provas foram apresentadas à Justiça. Extratos bancários do assessor mostraram os saques mensais do valor exigido. Além disso, um vídeo analisado pelo Instituto de Criminalística (IC) foi considerado. Esse vídeo, conforme a sentença, mostra o comissionado deixando um envelope debaixo do mousepad no gabinete. Essas evidências foram decisivas para a juíza Patrícia Ribeiro Bacciotti Parisi formar sua convicção. Em suma, o conjunto de informações levou à decisão de condenar os envolvidos no esquema de rachadinha.