Um homem recebeu uma longa pena de prisão em Minas Gerais. Estefano Torres Figueiredo foi condenado a mais de 21 anos por matar Osmar Júnior com um taco de sinuca. O crime, além disso, aconteceu dentro de um bar em Caxambu. Esta condenação por assassinato encerra uma etapa do caso que chocou a cidade.
Condenação por Assassinato: Detalhes da Pena em MG
Estefano Torres Figueiredo passará 21 anos, 10 meses e 15 dias preso. Ele cumprirá a pena em regime fechado. A decisão veio de um júri popular, que aconteceu recentemente em Caxambu. O réu não poderá recorrer da sentença em liberdade e, dessa forma, continua detido no presídio de São Lourenço.
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O tribunal considerou a gravidade do ato. Duas qualificadoras foram aplicadas: o uso de um recurso que dificultou a defesa da vítima e o motivo fútil. Isso significa que a justiça viu no crime grande crueldade e uma razão sem importância para tirar uma vida. Portanto, a pena imposta reflete a seriedade desses pontos. Além disso, a decisão busca justiça para a vítima.
A Tragédia do Taco de Sinuca: Como o Crime Aconteceu
O assassinato ocorreu em 15 de março de 2024. Osmar Júnior, de 31 anos, foi a vítima. O palco da tragédia, por sua vez, foi um bar no bairro Federal, em Caxambu. Segundo relatos da Polícia Militar, os dois homens estavam jogando bilhar. Uma discussão entre eles rapidamente escalou. Ademais, testemunhas relataram os detalhes.
Estefano, na época com 24 anos, golpeou Osmar com um taco de sinuca. O impacto foi no olho da vítima. Testemunhas que estavam no local tentaram impedir a fuga do agressor. Osmar foi socorrido e levado para o hospital de Caxambu. Contudo, devido à gravidade do ferimento, precisou ser transferido para Varginha. Infelizmente, um mês depois da agressão, em 14 de abril, Osmar Júnior não resistiu e faleceu.
A advogada da família da vítima explicou na época que Osmar e Estefano não se conheciam. A agressão teria começado porque Osmar se recusou a jogar mais uma partida de sinuca. Por exemplo, essa recusa foi o estopim. Este detalhe, portanto, reforça o caráter fútil do motivo que levou ao crime, um dos pontos considerados na condenação por assassinato.
A Reação da Família Após a Condenação
Os pais de Osmar acompanharam de perto a leitura da sentença. Para a mãe, Glória Fernanda Scharth Fogaça, a pena não foi o que esperavam. Ela acreditava que a condenação seria maior, diante das provas e laudos que mostravam a violência do crime. “Eu sei que nenhuma sentença traria meu filho de volta, mas eu sinceramente esperava mais tempo”, desabafou Glória.
Ela ressaltou a natureza brutal do ataque. “Foi um caso altamente agressivo, ele não teve a mínima chance de defesa”, disse. A mãe de Osmar também expressou que a condenação, apesar de ser um desfecho judicial, não diminui a dor da perda. “Enquanto a gente for vivo, vai ser o nosso filho, vai ser o caso que aconteceu com ele, a gravidade que foi. Infelizmente, isso não tem como terminar”, afirmou. Assim, a família segue lidando com o luto, mesmo após a decisão da justiça.
