Reforma estatutária no São Paulo gera pedido de expulsão de líder do Conselho

Harry Massis, presidente do São Paulo, pediu a expulsão de Olten Ayres, líder do Conselho Deliberativo, por divergências na reforma estatutária do clube.

O São Paulo Futebol Clube atravessa um período de forte instabilidade política. Harry Massis, presidente do clube, protocolou um pedido para expulsar Olten Ayres, líder do Conselho Deliberativo, do quadro de associados. A motivação para essa ação drástica vem de desentendimentos profundos sobre a reforma estatutária no São Paulo. Massis acusa Ayres de praticar gestão temerária. A informação foi divulgada pelo UOL e confirmada pelo ge, mostrando a intensidade da crise na diretoria tricolor, que se aprofunda por causa da reforma estatutária no São Paulo.

Como o pedido de expulsão de um associado é feito

O processo de expulsão de um associado no São Paulo segue as regras internas do clube. Olten Ayres recebeu o documento com o pedido de sua exclusão. Conforme o protocolo, ele o encaminhou à Comissão de Ética. Esta comissão tem a importante função de analisar a representação e decidir se ela tem cabimento para prosseguir. Se a Comissão de Ética entender que o processo deve ter continuidade, Olten Ayres terá o direito de apresentar sua defesa. Depois disso, os conselheiros votarão para decidir se ele será ou não excluído do quadro de associados.

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Além do pedido de expulsão, Harry Massis solicitou uma liminar. Esta medida visa afastar Olten Ayres da presidência do Conselho Deliberativo durante o período em que o processo corre. Esta solicitação específica será analisada de forma separada pela Comissão de Ética. Isso evidencia a urgência e a gravidade que Massis atribui à situação atual.

Reforma estatutária no São Paulo: a origem do conflito

O cerne do conflito entre Massis e Ayres está nas discussões sobre a reforma estatutária no São Paulo. Em 17 de dezembro, o então presidente Julio Casares apresentou uma proposta para alterar o estatuto. O objetivo era reduzir o quórum qualificado necessário para aprovar decisões estratégicas. Estas decisões incluem a transformação do clube em SAF, a constituição de uma empresa ou a separação da gestão do futebol do clube social.

Olten Ayres, ao receber a proposta, a encaminhou para o Conselho Consultivo. Este órgão a aprovou. Em seguida, o texto foi enviado para a análise da Comissão Legislativa. Esta comissão era composta pelos conselheiros Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi, José Alberto Padin Iglesias e Wanderson Martins Rocha. O parecer emitido por eles, em 8 de abril de 2026, foi contrário às mudanças propostas. Segundo o documento protocolado por Harry Massis, essa decisão deveria ter encerrado toda a tramitação do projeto de reforma.

As ações e as explicações de Olten Ayres

Contudo, a história tomou outro rumo. Em 30 de março, Olten Ayres instituiu uma nova Comissão de Reforma Estatutária. O propósito desta nova comissão era tratar de mudanças mais amplas no estatuto. Ela estabeleceu um prazo até 15 de maio para a apresentação de novas propostas sobre a reforma estatutária no São Paulo. Em contato com a reportagem do ge, o presidente do Conselho Deliberativo afirmou que a Comissão Legislativa tinha um prazo de trinta dias para se manifestar. Por essa razão, o parecer anterior foi desconsiderado.

Uma nova Comissão Legislativa, agora com outros membros, foi formada em 10 de abril. Esta comissão tem a responsabilidade de analisar a proposta que está em andamento. Ou seja, o processo de discussão sobre as mudanças no estatuto ganhou novos capítulos e novos participantes, mesmo após um parecer negativo inicial.

Quebra de estatuto: a acusação de Harry Massis

O documento de Harry Massis sustenta que a medida de Olten Ayres representa uma quebra do estatuto do clube. Massis argumenta que o presidente do Conselho Deliberativo está tratando do mesmo tema que já havia sido rejeitado pela comissão anterior. Essa insistência em um assunto já barrado, na visão de Massis, desrespeita as normas internas. A disputa pela reforma estatutária no São Paulo, portanto, se tornou um embate direto sobre a interpretação e o cumprimento das regras do clube. Este cenário de conflito interno adiciona uma camada de incerteza à gestão do São Paulo. Isso pode ter impactos significativos no futuro administrativo e esportivo da instituição.