Com a chegada do frio, as doenças que afetam o pulmão e a garganta ficam mais comuns. Muita gente se pergunta sobre quais vacinas respiratórias são importantes e qual o melhor momento para tomar cada uma. A resposta não é simples, pois depende de vários pontos como a idade e a saúde de cada um. É preciso combinar diferentes tipos de proteção para se manter seguro.
Não existe uma única vacina que resolva tudo. As vacinas que temos hoje agem contra problemas específicos e funcionam juntas. Entender como cada uma delas atua transforma a vacinação em uma estratégia inteligente para a sua saúde, e não apenas em algo que você faz por rotina.
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Quais são as principais vacinas respiratórias?
Cada tipo de vacina respiratória atua contra um germe diferente. A vacina contra a gripe, por exemplo, é atualizada todo ano. Ela mira o vírus influenza que mais circula naquele período. Já a vacina pneumocócica defende o corpo da bactéria Streptococcus pneumoniae, que pode causar doenças sérias como pneumonia e meningite. Outra vacina importante é a que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Este vírus é uma das principais causas de problemas respiratórios graves em bebês, como a bronquiolite. Ele também pode levar pessoas mais velhas a precisar de internação.
É importante notar que infecções causadas por bactérias, como as do pneumococo, costumam trazer complicações mais gerais para o corpo. Vírus respiratórios, por outro lado, se espalham mais fácil e têm épocas certas para aparecer. A médica Maria Isabel de Moraes-Pinto, especialista em infecções, explica que essas vacinas não competem. Elas se completam. É fundamental combiná-las pensando no perfil de saúde de cada pessoa.
Quem precisa tomar as vacinas respiratórias?
O primeiro passo para saber quem precisa se vacinar é a idade. Crianças pequenas, grávidas, adultos e idosos têm calendários de vacinação diferentes e necessidades distintas. Mas a idade é só o começo. Pessoas com doenças crônicas, como asma, diabetes ou problemas no coração, correm mais risco de ter complicações graves. Por isso, a indicação de vacinas pode mudar para elas.
Um adulto jovem e saudável talvez não precise da vacina pneumocócica de rotina. Contudo, se essa pessoa tiver uma doença pulmonar séria, a vacina passa a ser indicada. A doutora Moraes-Pinto também destaca que o histórico de saúde e o quanto a pessoa se expõe a vírus e bactérias são fatores importantes. Quem trabalha em locais fechados ou com muita gente, por exemplo, pode ter mais benefícios com a imunização, mesmo que não faça parte dos grupos de risco tradicionais.
Qual o melhor momento para cada vacina?
- Gripe (Influenza): O ideal é tomar antes do inverno, geralmente entre março e maio. Assim, a proteção chega antes do pico de circulação do vírus. Mesmo que você perca esse prazo, ainda vale a pena se vacinar, pois a proteção continua sendo útil.
- Covid-19: Não tem uma época certa. A recomendação é tomar doses de reforço de tempos em tempos. Isso é ainda mais importante para grupos de risco, como idosos e pessoas mais vulneráveis. Para esses grupos, a dose de reforço geralmente acontece a cada seis meses.
- Pneumococo: A indicação varia bastante. Crianças seguem um calendário específico. Adultos e idosos, principalmente aqueles com doenças crônicas ou que já tiveram pneumonia, devem conversar com o médico para saber quando e qual tipo de vacina pneumocócica é mais adequada.
- VSR: A vacina para bebês e gestantes (para proteger o bebê) tem um período específico, geralmente antes da temporada de maior circulação do vírus. Para idosos, a vacina pode ser indicada em qualquer momento, conforme a avaliação médica.
Manter o cartão de vacinação em dia e conversar com um profissional de saúde são as melhores formas de se proteger. As vacinas respiratórias são ferramentas poderosas para evitar doenças graves e suas complicações.
