O governador em exercício do Rio de Janeiro demitiu mais 33 pessoas. Os cargos eram ligados à Secretaria de Governo. Assim, esta nova leva de exonerações no Governo do RJ eleva o total de desligamentos para quase 500 servidores comissionados. Tudo isso aconteceu em apenas 20 dias de gestão. O objetivo é claro: fazer uma grande limpeza na máquina pública. Desse modo, a intenção é buscar economia e maior eficiência na administração estadual.
Quem está saindo nas exonerações do RJ e por quê?
As demissões focam em servidores. Por exemplo, muitos perderam eleições para vereador em cidades pequenas. Eles foram designados para trabalhar em locais distantes de suas casas. Além disso, a gestão busca identificar e desligar os chamados ‘fantasmas’. Estes são funcionários que recebem sem de fato trabalhar. Auditorias internas nas secretarias da Casa Civil e de Governo guiam essas ações. Consequentemente, elas indicam um processo de revisão profunda.
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Os números por trás das exonerações no Governo do RJ
Em pouco mais de duas semanas no cargo, o governador em exercício já desligou 459 servidores sem concurso. Com efeito, com a nova lista divulgada neste sábado, o número se aproxima dos 500. A meta, entretanto, é ainda maior. Um levantamento interno aponta que as duas principais secretarias somam cerca de 4 mil funcionários. A previsão é cortar aproximadamente 40% desse total. Ou seja, isso significa cerca de 1.600 cargos. Portanto, com todas essas exonerações no Governo do RJ, a estimativa é economizar cerca de 10 milhões de reais por mês. Este é um alívio significativo para os cofres públicos estaduais. Desse modo, a medida tem um forte impacto financeiro.
Reestruturação administrativa e novas nomeações
O plano de reestruturação não para apenas nas demissões. Além disso, ele também inclui mudanças na própria estrutura administrativa do estado. Uma das novidades é a recriação da Subsecretaria-Geral. Este órgão, por exemplo, ficará vinculado diretamente à Casa Civil. O procurador do estado Sérgio Pimentel vai liderar este novo órgão. Ele traz sua experiência prévia na Cedae e no Detran. Inclusive, Pimentel já auxilia o novo secretário da pasta, Flávio Willeman. Willeman foi nomeado recentemente por Couto. Em outras palavras, ambos são procuradores do estado, reforçando a equipe.
Publicações oficiais e extinção de subsecretarias
As decisões sobre as demissões dos 459 comissionados foram publicadas. Elas saíram nas edições de quinta-feira (16) e sexta-feira (17) do Diário Oficial do Estado. Isso é importante, pois garante a transparência do processo. Adicionalmente, na edição de sexta, o governo também acabou com três subsecretarias. Elas faziam parte da estrutura da Casa Civil. Assim, são elas: a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais; a Subsecretaria de Gastronomia; e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. As estruturas subordinadas a esses órgãos também foram desativadas. Consequentemente, isso indica uma simplificação da máquina pública.
Nova equipe para a gestão do estado
Desde que assumiu o cargo em 23 de março, o governador em exercício nomeou nove novos gestores. Isso aconteceu até a noite de quinta-feira (16). Eles foram para áreas estratégicas do governo. Por exemplo, entre eles, estão os responsáveis pela Casa Civil, Secretaria de Governo (interina), Controladoria-Geral do Estado, Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e Cedae. Dessa forma, essas nomeações mostram a intenção de montar uma nova equipe após as exonerações no Governo do RJ. Ela busca alinhar os objetivos da administração com os novos quadros. Assim, a renovação é ampla e estratégica.
