Homem é preso por aplicar golpes com órgão federal falso

Um homem foi preso no Paraná por criar um órgão federal falso para aplicar golpes em empresários, ONGs e prefeituras. Ele se apresentava como presidente de uma entidade inexistente, prometendo verbas públicas que nunca eram entregues.

A polícia prendeu um homem suspeito de aplicar golpes. Ele criou um órgão do governo federal que não existe para enganar pessoas e empresas. Evandro Dal Molin foi detido em São José dos Pinhais, no Paraná. As investigações mostram que ele usava a falsa estrutura. Ele cobrava dinheiro por verbas públicas. Contudo, essas verbas nunca chegavam às vítimas. Este caso serve de alerta sobre a importância de verificar a autenticidade de instituições e propostas.

A Trama dos Golpes Federais Falsos

Evandro Dal Molin se apresentava como o presidente de algo chamado “Marco da Criança e do Adolescente”. Ele dizia que esse órgão estava ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Contudo, tanto o cargo quanto a entidade eram invenções. Para dar um ar de verdade à sua farsa, ele usava cartões de visita com o brasão do Brasil e o nome do ministério. Além disso, publicava fotos em suas redes sociais, mostrando-se em locais como o Congresso Nacional e ao lado de autoridades. Ele até concedeu entrevistas, falando sobre a suposta atuação do “Marco da Criança e do Adolescente”.

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Como os Golpes Eram Aplicados

As investigações apontam que Dal Molin buscava construir uma rede de contatos. Ele queria ter influência pública. A polícia descobriu que ele pedia dinheiro para “liberar” verbas públicas. Essas verbas seriam destinadas a ONGs e outras instituições. No entanto, o dinheiro cobrado nunca chegava aos seus destinos. O homem também reconhecia prefeitos como “Prefeito Amigo da Criança”, supostamente por contribuírem com políticas para a infância. Essa era uma forma de legitimar sua falsa autoridade.

A delegada El Santos de Freitas Cavalcanti explicou o método. Ela disse que o suspeito manipulava o contexto. Ele aproveitava eventos políticos ou sessões públicas. Levava um assessor para fazer imagens dele. Depois, ele mudava o sentido dessas fotos. Assim, fazia parecer que era uma autoridade convidada e importante.

A Verdade Revelada e a Prisão

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania foi procurado. O órgão confirmou que não tem nenhuma ligação com Evandro Luiz Dal Molin. Não existe vínculo funcional, contratual ou institucional. Também não há, na estrutura do ministério, qualquer órgão com o nome “Marco da Criança e do Adolescente”. Esta declaração desmascarou de vez a farsa.

Evandro Dal Molin agora é investigado por diversos crimes. Entre eles estão estelionato, falsificação de documentos e usurpação de função pública. Usurpar função pública significa fingir ser servidor e praticar atos oficiais. A polícia também suspeita de lavagem de dinheiro.

O Alcance dos Golpes e as Consequências

Os crimes, segundo a polícia, aconteciam desde 2020. Eles foram praticados em várias cidades do Paraná e também em outros estados brasileiros. A Justiça agiu rapidamente. Além da prisão preventiva, as autoridades determinaram o bloqueio das contas do suspeito. Também foi feito o sequestro de seus bens. Durante o interrogatório, Evandro Dal Molin optou por ficar em silêncio. A advogada dele não se manifestou.

Este caso reforça a necessidade de as pessoas e instituições checarem informações. É fundamental verificar a existência e a credibilidade de órgãos e programas. Dessa forma, é possível evitar cair em golpes e proteger-se de fraudes. Portanto, a cautela é sempre o melhor caminho.