A Justiça do Paraná aceitou um pedido de habeas corpus e soltou Marcionilio Sancho Cambuhy Junior. Ele é conhecido como PM influenciador Sancho Loko. Ele é um policial militar e influenciador digital, com 44 anos. A decisão revogou a prisão preventiva e estabeleceu medidas cautelares para o PM. Sancho havia sido preso em 7 de abril. A prisão ocorreu durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), em Curitiba. Ele e outros dois policiais também foram presos na operação. Eles são suspeitos de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica. Assim, a investigação indica que os crimes ocorreram mais de uma vez, configurando um padrão de conduta. Nesse sentido, a situação envolve um policial com grande visibilidade pública.
Medidas para o PM influenciador Sancho Loko
O juiz determinou que Sancho não pode sair de casa durante a noite e aos fins de semana. Esta restrição vale para quando ele não estiver escalado para o trabalho. Além disso, ele não pode sair da cidade por mais de sete dias. Ele também deve se apresentar mensalmente em Juízo. Portanto, caso Sancho não siga alguma das determinações, a Justiça pode prendê-lo de novo. Isto é, o descumprimento das regras pode levar a uma nova detenção.
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O advogado Claudio Dalledone, responsável pela defesa de Sancho, disse que a concessão da liminar mostra a seriedade e o compromisso da Justiça Paranaense. Este caso, ademais, chama atenção pela figura pública do policial. Sancho Loko tem cerca de 270 mil seguidores em uma rede social. Ele compartilha a rotina do trabalho como policial militar. Suas postagens incluem participação em ocorrências e operações. A presença online gerou um grande número de seguidores. Isso, por consequência, amplifica a repercussão de seu envolvimento nas investigações. Em outras palavras, a fama de Sancho Loko dá maior visibilidade ao processo em andamento.
A Operação do Gaeco e os Outros Policiais
Durante a operação do Gaeco, foram cumpridos quatro mandados. A Corregedoria-Geral da Polícia Militar (PM-PR) deu apoio. Três mandados, por exemplo, foram em casas dos investigados. Um mandado, aliás, foi na unidade militar onde os policiais trabalham, na capital paranaense. Nas buscas, celulares e outros dispositivos de armazenamento eletrônico foram apreendidos. Estes itens podem auxiliar na apuração dos fatos, segundo o Gaeco. A análise desses materiais, desse modo, é importante para o prosseguimento da investigação. Adicionalmente, os resultados das buscas são cruciais para o inquérito policial.
Os outros dois policiais envolvidos são Pablo Costa Furtado e Hilaro Keyser Cerqueira Santos. Ambos receberam liberdade provisória. Contudo, a Justiça aplicou medidas cautelares para eles. Nas casas dos dois policiais, foram encontradas munições que não seguiam as regras. Também havia dinheiro em espécie. Na unidade da PM, em armários sem identificação, foram localizados simulacros de arma de fogo, munições que não seguiam as regras e porções de drogas. Entre elas estavam maconha, crack e cocaína. O g1, veículo de comunicação, tenta identificar a defesa desses outros dois policiais para obter mais informações. Por fim, o advogado de Sancho afirmou que seu cliente foi preso em flagrante por ter duas granadas.
