O julgamento sobre a morte de Maradona, ocorrida em 2020, começou novamente na Argentina. Na última terça-feira, o neurocirurgião Leopoldo Luque, um dos principais acusados de negligência, declarou-se inocente. Ele, assim, apresentou sua defesa ao 7º Tribunal Criminal de San Isidro, contradizendo o que a equipe médica disse sobre o estado do ídolo antes de seu falecimento.
Luque afirmou estar seguro de que Diego Maradona não passou por qualquer período de agonia. Para ele, sua função era como neurocirurgião, não como clínico ou psicólogo. Além disso, ele disse ter concordado quando pediram para buscar um clínico geral para Maradona. Sua declaração, contudo, contraria o parecer entregue ao Ministério Público, que falava em “sinais inequívocos de um período agônico prolongado” e falta de monitoramento adequado após a cirurgia que antecedeu a morte de Maradona.
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Defesa do Médico no Caso Maradona
Leopoldo Luque é um dos sete membros da equipe médica de Maradona que enfrentam acusações de homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar. A justiça argentina considera que houve negligência médica no cuidado com o ex-jogador. No entanto, a versão de Luque difere bastante do relatório que a equipe médica entregou. Este relatório apontava que Maradona mostrava “sinais inequívocos de um período agônico prolongado” e que ele não recebeu um acompanhamento apropriado antes de morrer. Por exemplo, o documento detalhava a falta de monitoramento cardíaco.
O julgamento ocorre em San Isidro, uma cidade na província de Buenos Aires. Aproximadamente 100 testemunhas devem prestar depoimento. Os réus incluem a psiquiatra Agustina Cosachov, o próprio neurocirurgião Leopoldo Luque, o psicólogo Carlos Angel Diaz, a médica Nancy Edith Forlini, o enfermeiro Ricardo Almiron, o enfermeiro-chefe Mariano Ariel Perroni e o médico Pedro Pablo Di Spagna. Cada um deles enfrenta acusações relacionadas à morte de Maradona.
O Que Aconteceu Antes do Novo Julgamento?
O processo atual não é a primeira tentativa de julgar o caso. O primeiro julgamento foi anulado em março do ano passado. Isso aconteceu porque uma das três juízas responsáveis, Julieta Makintach, renunciou ao cargo. Ela foi exposta por violar regras judiciais, pois deu entrevistas para um documentário dentro dos corredores do tribunal e em seu escritório. Portanto, a justiça precisou recomeçar o processo para garantir a imparcialidade.
Diego Maradona, um grande ídolo do futebol argentino e nome central na conquista da Copa do Mundo de 1986, faleceu em 25 de novembro de 2020. Ele tinha 60 anos e a causa da morte foi um ataque cardíaco. Na época, Maradona estava se recuperando de uma cirurgia no cérebro, onde removeram um coágulo sanguíneo. Este contexto é fundamental para entender as acusações de negligência que pesam sobre a equipe médica.
A família de Maradona e o Ministério Público buscam entender as circunstâncias exatas que levaram ao seu falecimento. A expectativa é que os depoimentos das testemunhas e as defesas dos acusados ajudem a esclarecer se houve, de fato, falhas nos cuidados médicos. Assim, a comunidade e os fãs esperam por respostas sobre a trágica morte de Maradona.
