EUA proíbem Israel de atacar Líbano e Irã reabre Estreito de Ormuz

Donald Trump anunciou que os EUA proibiram Israel de bombardear o Líbano. Ao mesmo tempo, o Irã reabriu o estratégico Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o comércio global de petróleo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu país proibiu Israel de realizar novos bombardeios no Líbano. A declaração, feita por Trump em uma rede social nesta sexta-feira (17), visa frear os ataques israelenses na região. Este posicionamento, portanto, dos EUA proíbe Israel de continuar uma série de ações militares que têm ocorrido desde o início de março. A medida busca diminuir as tensões em um Oriente Médio já conturbado.

Desde o começo de março, Israel tem atacado o Líbano. Os alvos, segundo o governo israelense, são membros do Hezbollah. Este grupo, financiado pelo Irã, voltou a atacar o norte de Israel. A fala de Trump foi direta: “Israel não bombardeará mais o Líbano. Eles estão PROIBIDOS de fazê-lo pelos EUA. Chega!”. A intervenção americana, além disso, busca conter a escalada de conflitos. A região vive um período de tensões intensas, com a guerra entre EUA, Israel e Irã como pano de fundo.

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EUA proíbem Israel e aliviam tensões no Oriente Médio

Além da proibição de ataques, Trump também comentou sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. Ele agradeceu ao Irã pela liberação da importante rota marítima. O regime iraniano havia anunciado a liberação pouco antes, garantindo que todos os navios poderiam circular pelo estreito. Esta permissão, contudo, vale pelo período restante da trégua, que termina na próxima quarta-feira (22). Trump confirmou a reabertura em sua rede social. Ele disse que a passagem está agora “totalmente aberta” e “pronta para a passagem total” de embarcações. O Irã havia bloqueado o estreito no fim de fevereiro.

Reabertura do Estreito de Ormuz impacta o comércio global

Após o anúncio de Trump, um militar iraniano afirmou na TV estatal que navios comerciais precisam seguir rota e ter permissão da Marinha da Guarda Revolucionária para usar o Estreito de Ormuz. Imagens de monitoramento, como do MarineTraffic, já mostravam embarcações na região. A reabertura significa um aceno importante do Irã para um acordo de paz. Os EUA consideravam a liberação desta rota uma exigência principal nas negociações. Dados do Kpler, por exemplo, confirmaram a retomada da circulação. Três petroleiros iranianos, com milhões de barris de petróleo bruto, saíram do Golfo do Irã. Foram os primeiros carregamentos desde o bloqueio americano aos portos iranianos, na segunda-feira (13).

No mesmo dia, líderes da França e do Reino Unido se reuniram com representantes de dezenas de outros países. A reunião, sem a presença dos Estados Unidos, focou em discutir planos para a reabertura do estreito. A Europa, da mesma forma, tem grande interesse na normalização do tráfego. Desde o início da guerra, o Irã fechou a passagem, que é a única via marítima do Golfo Pérsico. Grandes produtores de petróleo estão nessa região. Pelo Estreito de Ormuz, circulam cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo. A normalização do tráfego, portanto, é crucial para a economia global. A postura dos EUA proíbe Israel de agravar a situação na região, enquanto a diplomacia tenta reestabelecer o comércio.