Operação Narco Fluxo: PF apreende carros de luxo e armas

A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo, prendendo funkeiros e influenciadores suspeitos de lavagem de dinheiro do tráfico. Veja os bens apreendidos.

A Polícia Federal (PF) lançou recentemente a Operação Narco Fluxo, uma ação importante para combater um grupo criminoso. Este grupo, suspeito de lavar mais de R$ 1,6 bilhão de dinheiro sujo, usava o meio artístico e digital como disfarce. Durante a operação, a polícia prendeu funkeiros e influenciadores, além de confiscar muitos bens de luxo. Estes itens serviam para esconder a origem ilegal dos valores. A PF divulgou o resultado, mostrando a grande quantidade de itens apreendidos.

Apreensões Milionárias na Operação Narco Fluxo

A lista de apreensões na Operação Narco Fluxo é extensa. Agentes confiscaram 55 carros e motocicletas de luxo, com um valor total acima de R$ 20 milhões. Além disso, apreenderam 120 armas e muitas munições, indicando a periculosidade do grupo. A polícia também encontrou 56 itens como joias e relógios, incluindo modelos caros da marca Rolex. Para completar, foram recolhidos 53 celulares e 56 mídias eletrônicas. R$ 300 mil em dinheiro no Brasil e US$ 7,3 mil em dólares também foram encontrados. Documentos e registros financeiros também foram levados para análise.

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Destaques entre os Bens Confiscados

Entre os carros de maior destaque, os policiais encontraram uma Mercedes-Benz G63 rosa, avaliada em R$ 2 milhões. Ela estava na casa de Chrys Dias, um dos influenciadores investigados. No mesmo local, havia uma réplica de um carro de Fórmula 1 da McLaren. Já na residência de MC Ryan SP, os agentes apreenderam um colar de ouro incomum. Ele trazia a imagem de Pablo Escobar emoldurada pelo mapa de São Paulo. Isso é um símbolo claro da ligação com o tráfico.

O Elaborado Esquema de Lavagem de Dinheiro

As investigações da Operação Narco Fluxo mostraram que o grupo usava o setor artístico e o entretenimento digital para “limpar” o dinheiro. Este dinheiro vinha de fontes ilegais, como o tráfico internacional de cocaína. A organização enviou mais de três toneladas da droga para fora do país. Além disso, valores eram gerados por apostas em sites ilegais e rifas digitais clandestinas. Para esconder a origem do dinheiro, o grupo aplicava várias técnicas sofisticadas.

Técnicas Usadas para Ocultar Valores

Uma das táticas era o “Smurfing”. Neste método, eles realizavam centenas de transferências bancárias, mas em valores pequenos. Isso ajudava a evitar que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) percebesse as movimentações. Outra estratégia era usar empresas de fachada e pessoas “laranjas”. Por exemplo, produtoras musicais, como a Bololô Records, e estabelecimentos como o Bololô Restaurant & Bar, misturavam ganhos legítimos com o dinheiro do crime. Eles também convertiam parte dos valores em moedas digitais, os criptoativos. Isso dificultava ainda mais o rastreamento pelas autoridades, pois as transações se tornavam mais complexas de seguir.

A Abrangência e Continuidade da Operação Narco Fluxo

A Operação Narco Fluxo se conecta a outras ações da PF. Ela é um desdobramento das operações Narco Vela e Narco Bet, realizadas entre 2023 e 2024. Essas investigações anteriores focavam na exportação de drogas e no uso de apostas para ocultar valores. Nesta fase, 200 policiais federais foram mobilizados. Eles cumpriram 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão. A operação aconteceu em oito estados brasileiros, como São Paulo e Rio de Janeiro, e também no Distrito Federal.

A 5ª Vara Federal de Santos, atuando na Operação Narco Fluxo, agiu para garantir que o patrimônio dos investigados não sumisse. Por isso, determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos. Isso garante que os recursos fiquem disponíveis para a justiça.