Um bebê de um ano deu entrada na UTI de um hospital em Sorocaba. Ele apresentava problemas sérios na cabeça, incluindo hemorragia e traumatismo. O irmão mais velho, de três anos, contou que a babá teria agredido o pequeno. Mesmo com a gravidade do caso do bebê agredido babá, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) decidiu não pedir a prisão temporária da cuidadora. Essa posição do MP segue regras específicas da lei. Contudo, a investigação segue firme. Não se descarta que a babá possa ser presa depois ou responder por crimes mais graves.
MP explica por que não pediu a prisão temporária da babá
O promotor Carlos Alberto Scaranci Fernandes, responsável pelo caso, explicou a situação. A lei sobre prisão temporária (nº 7.960/1989) lista crimes específicos que permitem essa medida. O crime de maus-tratos, mesmo com lesões graves, não está nesta lista. Portanto, o MP não pôde pedir a prisão temporária da babá por essa razão técnica. Ele ressaltou, no entanto, que esta decisão não significa o fim do processo.
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A investigação da Polícia Civil continua. Se surgirem novas provas, a polícia pode pedir a prisão preventiva da babá. Esta modalidade de prisão não tem as mesmas restrições de crimes. Além disso, ela pode ser decretada com base na gravidade do caso. O MP também informou que, devido à seriedade das lesões do bebê, a investigação pode mudar para um crime mais grave, como tentativa de homicídio. Assim, o futuro da babá suspeita de agredir o bebê ainda está em aberto e a justiça busca entender a fundo o que aconteceu.
O que se sabe sobre o caso do bebê agredido babá
O pequeno Heitor Emanoel da Silva Oliveira está internado desde o domingo (12) com as lesões na cabeça. A suspeita contra a babá surgiu após o relato do irmão mais velho, de apenas três anos. A mãe, Beatriz Oliveira, contou que o menino disse que a cuidadora agrediu o bebê. A família contratou a babá para cuidar das crianças entre os dias 6 e 11 de abril, período em que viajaram.
Beatriz já havia notado um machucado na testa de Heitor antes. Naquela ocasião, a babá disse que ele havia tropeçado. No domingo (11), a cuidadora levou o bebê a uma UPA, alegando que ele estava com febre. Contudo, por causa dos machucados e desmaios, Heitor foi levado para o Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). A equipe do hospital aconselhou a mãe a registrar um boletim de ocorrência por maus-tratos. Dessa forma, a mãe formalizou a denúncia e as autoridades começaram a apurar o ocorrido.
Desde então, o bebê está na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) pediátrica do CHS. Os médicos monitoram a hemorragia e o traumatismo craniano. A situação do bebê agredido babá é delicada e exige acompanhamento constante. A Polícia Civil segue investigando para esclarecer todos os fatos e garantir a segurança e a justiça para a criança. A comunidade de Sorocaba acompanha o desenrolar deste caso com atenção.
