A Justiça de São Paulo revogou a ordem de prisão preventiva de um diretor de hospital em Sorocaba. O médico Bruno Toldo, de 45 anos, que é diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), estava sendo investigado por violência doméstica. Ele teve sua prisão decretada em fevereiro de 2026, com base na Lei Maria da Penha. Isso aconteceu porque ele teria descumprido uma medida protetiva, voltando à casa da vítima poucas horas após ser notificado. A prisão preventiva, portanto, foi revogada. Contudo, as medidas de proteção à vítima seguem em vigor. O mandado de prisão estava ativo até a última quarta-feira (15), mas já não aparecia no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na quinta-feira (16). Assim, o médico pôde retomar suas atividades profissionais. Entretanto, ele ainda precisa seguir as determinações judiciais para garantir a segurança da vítima.
O que levou à prisão do Diretor CHS Sorocaba?
A decisão de prisão inicial foi tomada após o médico Bruno Toldo ser acusado de descumprir uma medida protetiva. Esta medida havia sido registrada em 23 de janeiro. No mesmo dia, imagens da investigação mostraram que ele retornou ao imóvel da vítima. Isso ocorreu menos de três horas depois de ele receber a intimação formal sobre a restrição. A juíza Ana Cristina Paz Neri Vignola foi quem decretou a prisão na época. Ela observou que o comportamento do investigado demonstrava uma “personalidade violenta”. Além disso, a magistrada destacou que ele “reiteradamente pratica ameaças contra a vítima”. Isso configurava um risco claro à integridade física da pessoa ofendida. A juíza concluiu que outras medidas cautelares, ou seja, outras formas de proteção, não seriam suficientes. Portanto, a prisão se mostrava necessária para proteger a mulher e evitar que ela fosse intimidada durante o processo judicial. O caso, desse modo, ganhava novos contornos com a gravidade dos fatos relatados.
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Medidas protetivas permanecem ativas
Mesmo com a revogação da prisão preventiva, a Justiça manteve as medidas protetivas em favor da vítima. Isso significa que o **Diretor CHS Sorocaba** não pode se aproximar da pessoa que o denunciou. Ele deve manter uma distância mínima de 100 metros. Além disso, ele está proibido de fazer qualquer tipo de contato com ela, seja por telefone, mensagem ou qualquer outro meio de comunicação. A decisão judicial também suspendeu a posse ou o porte de armas para o médico. Dessa forma, a Justiça busca garantir que, mesmo em liberdade, a vítima continue segura e protegida de novas ameaças ou agressões. A manutenção dessas medidas é um ponto crucial na proteção da integridade da mulher envolvida no processo.
O andamento do processo contra o Diretor CHS Sorocaba
O processo contra Bruno Toldo segue na Justiça. A revogação da prisão preventiva não significa o fim da investigação ou do julgamento. Pelo contrário, o caso continua sendo analisado pelas autoridades. A juíza, em sua fundamentação para a prisão original, já havia afirmado que medidas cautelares que não fossem a prisão “não foram suficientes para preservar a incolumidade física da vítima”. Ela também expressou a preocupação de que, em liberdade, o investigado pudesse intimidar a ofendida. Isso ocorreria durante a instrução do processo criminal. No entanto, a recente decisão do habeas corpus alterou o status da prisão, mas não o andamento da ação penal. O **Diretor CHS Sorocaba** ainda enfrenta as acusações e terá de responder por elas perante a lei. A sociedade, por sua vez, acompanha de perto os desdobramentos de casos como este, que envolvem figuras públicas e a Lei Maria da Penha.
