PGR pede volta de Monique Medeiros à prisão no STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o retorno de Monique Medeiros à prisão. A decisão contesta a soltura da mãe de Henry Borel, alegando que o adiamento do julgamento foi causado pela própria defesa, afastando o excesso de prazo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a mãe de Henry Borel, Monique Medeiros, volte para a prisão. Ela havia sido solta em março, mas a PGR contesta a decisão, alegando que não houve excesso de prazo injustificado. O caso agora está nas mãos do ministro Gilmar Mendes, que vai decidir sobre o futuro da ré.

O pedido da PGR chegou ao STF por meio de uma reclamação feita por Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação no processo. Ele não concorda com a decisão que liberou Monique Medeiros por “excesso de prazo”. A juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo caso, havia determinado a soltura depois que o julgamento foi adiado. Isso ocorreu porque a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, abandonou o plenário do Tribunal do Júri, impedindo a continuidade da sessão.

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A PGR, por meio do subprocurador-geral da República, Antônio Edílio Magalhães Teixeira, argumenta que a soltura de Monique vai contra decisões anteriores do próprio STF. Essas decisões já haviam mantido a prisão dela no mesmo processo. Desse modo, a PGR entende que a medida “viola a autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal”. Além disso, o órgão afirma que o atraso no julgamento não foi sem motivo.

PGR Contesta Soltura de Monique Medeiros

O parecer da PGR sustenta que o adiamento do julgamento, que levou à soltura de Monique Medeiros, foi provocado por ações da própria defesa. Por exemplo, o abandono do plenário por parte dos advogados de Jairinho é um fato claro. Assim, a alegação de “constrangimento ilegal” por excesso de prazo não se aplicaria. A Procuradoria destaca que, para analisar o tempo de um processo, é preciso considerar a sua complexidade e a conduta de todas as partes envolvidas. Não basta apenas contar o tempo corrido.

A PGR defende que atrasos que acontecem por estratégias da defesa não podem ser usados como justificativa para liberar um réu. A complexidade do caso Henry Borel, que envolve múltiplos réus e diversas testemunhas, também é um fator relevante. Portanto, a análise do prazo deve ser cuidadosa e levar em conta todos esses aspectos. A decisão da juíza de primeira instância, de acordo com a PGR, ignorou esses pontos importantes.

Riscos e a Prisão de Monique Medeiros

No documento enviado ao STF, a PGR aponta vários motivos que, segundo o órgão, justificam a manutenção da prisão preventiva de Monique Medeiros. Entre eles, estão os riscos ao bom andamento do processo. Existe, por exemplo, a possibilidade de coação de testemunhas, o que poderia prejudicar a busca pela verdade. Além disso, a Procuradoria menciona o descumprimento de medidas cautelares em outras ocasiões.

A Procuradoria afirma que a decisão de manter a prisão não se baseia apenas na gravidade do crime, mas em fatores concretos que a lei penal prevê. Esses fatores incluem a garantia da ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal. Desse modo, a PGR se manifestou favoravelmente à reclamação de Leniel Borel. Ela pede o restabelecimento da prisão de Monique, para que ela volte à cadeia.

O que Acontece Agora no Caso Henry Borel

O caso agora espera a análise do ministro Gilmar Mendes. Ele pode decidir a qualquer momento se Monique Medeiros permanecerá em liberdade ou se voltará para a prisão. Henry Borel morreu em 2021, com apenas 4 anos de idade, apresentando sinais de agressão. O fato ocorreu em um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Monique Medeiros e Jairinho respondem por homicídio e outros crimes relacionados à morte da criança. A decisão de Gilmar Mendes será crucial para o andamento do processo.