Produtoras de Funk na Mira da PF: Operação Narco Fluxo Investiga Lavagem de Dinheiro

Grandes produtoras de funk, como a Bololô Records de MC Ryan SP, GR6 e Love Funk, são alvo da Operação Narco Fluxo da Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro e ligação com atividades ilícitas, movimentando bilhões.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo, que coloca grandes produtoras de funk na mira das autoridades. A Bololô Records, fundada pelo famoso MC Ryan SP, está entre os alvos principais da investigação. A ação apura um esquema de lavagem de dinheiro que teria misturado receitas legítimas da produção musical com valores de apostas ilegais e rifas digitais. Esta operação busca desarticular uma associação criminosa que movimentou, de acordo com a PF, mais de R$ 1,6 bilhão em operações ilícitas. A Justiça Federal já determinou o bloqueio de bens e ativos de várias empresas vinculadas a MC Ryan SP, incluindo a Bololô Records, sua produtora artística e até um restaurante, evidenciando a seriedade das acusações contra as produtoras de funk envolvidas.

Bololô Records: Entenda as Investigações da PF

A Bololô Records, conhecida por agenciar artistas como MC Meno K e MC Jacaré, teve seus bens e ativos bloqueados. O relatório da Polícia Federal detalha que MC Ryan SP, um dos sócios, usou suas empresas para lavar dinheiro. Além disso, a decisão judicial incluiu o sequestro de valores em contas bancárias e a alienação de criptoativos, mostrando a amplitude da investigação. A produtora, que lançou hits importantes no cenário do funk, agora enfrenta sérias acusações de envolvimento com atividades financeiras ilegais. Portanto, a PF aprofunda a análise sobre como o dinheiro ilícito era integrado ao fluxo de caixa das empresas, impactando diretamente o setor das produtoras de funk.

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Grandes Produtoras de Funk Também na Mira

A Operação Narco Fluxo não se restringe apenas às empresas de MC Ryan SP. Outros empresários importantes do cenário das produtoras de funk de São Paulo também foram alvo. Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, sócio da GR6 Eventos, e Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, dono da Love Funk, estão entre os nomes citados. A 5ª Vara Federal de Santos expediu 39 mandados de prisão temporária, com prazo de 30 dias. A GR6 se autodenomina a “número 1 do funk” e gerencia a carreira de cerca de 300 artistas, como MC Livinho e MC Hariel. Por outro lado, a Love Funk, empresa de Henrique Viana, é responsável por nomes como MC Paiva e Paulinho da Capital. A polícia busca entender a extensão da participação de cada um no esquema de lavagem, que envolve diversas produtoras de funk.

O Papel dos Empresários no Esquema de Lavagem

As investigações da Polícia Federal apontam um papel central para os empresários do setor musical na movimentação financeira da organização criminosa. Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, da GR6 Eventos, é citado por fazer transferências diretas para MC Ryan SP. Ele já foi investigado anteriormente por suposto financiamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Igualmente, Henrique Alexandre Barros Viana, o “Rato”, da Love Funk, é identificado como responsável por operações financeiras sem lastro. Ele também está sob investigação por suspeita de lavagem de dinheiro para a mesma facção criminosa. Assim, a PF conecta os pontos entre o mundo da música e o crime organizado, buscando desvendar as complexas rotas do dinheiro que, em tese, transitava pelas produtoras de funk envolvidas. A colaboração entre esses empresários é um dos focos principais da Operação Narco Fluxo.