Elis Regina álbum póstumo: A voz de 1976 renasce com tecnologia

Um novo Elis Regina álbum póstumo será lançado em novembro, resgatando a voz da cantora de um especial de TV de 1976 com tecnologia de IA.

Um novo projeto musical está ganhando forma para os fãs de Elis Regina. Um Elis Regina álbum póstumo deve ser lançado em breve, trazendo a voz da cantora de volta. Este trabalho usa gravações de um especial de TV de 1976 para criar dez faixas inéditas. A ideia é apresentar a artista de um jeito novo, mas mantendo sua essência musical, utilizando recursos digitais atuais.

Elis Regina álbum póstumo: A voz de 1976 de volta

Os admiradores de Elis Regina podem esperar um lançamento especial em novembro. Um álbum póstumo está em processo de finalização, contendo dez músicas. Antes mesmo da polêmica em torno de uma edição remixada de outro disco da cantora, o filho João Marcello Bôscoli e o engenheiro de som Ricardo Camera já trabalhavam neste projeto. Eles recuperaram o áudio de um especial que Elis gravou para a TV Bandeirantes em 1976.

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Dessa forma, a voz de Elis Regina foi extraída de uma fita enviada pela gravadora Som Livre à família. Ricardo Camera, então, restaurou essa voz usando softwares de inteligência artificial (IA). Esses programas conseguem reduzir ou eliminar ruídos e interferências, por exemplo, deixando a gravação mais limpa. Assim, a qualidade da voz da cantora é preservada e melhorada para as novas faixas.

É importante notar que um processo similar já havia acontecido em 1984, com o álbum “Luz das Estrelas”. Naquela época, a voz de Elis também foi sobreposta a novos arranjos. Contudo, a tecnologia atual, com o auxílio da IA, permite um nível de restauração e qualidade sonora muito superior. A ideia para este novo trabalho surgiu em 2023, durante uma conversa de João Marcello Bôscoli com seu irmão Pedro Mariano, demonstrando um esforço contínuo para manter o legado da artista vivo.

Nova sonoridade para o Elis Regina álbum póstumo

Com a voz restaurada, uma nova base instrumental foi produzida nos Estúdios Trama NaCena, em São Paulo. Marcelo Maita criou os arranjos, buscando um som contemporâneo. Além disso, ele se preocupou em manter a fidelidade ao universo musical de Elis Regina. Ela era conhecida por sua musicalidade apurada e, portanto, sempre foi exigente com a criação e execução dos arranjos em suas obras.

Vários músicos foram chamados para participar das gravações. Conrado Goys tocou guitarra, enquanto Daniel de Paula ficou na bateria. Paulinho da Costa cuidou da percussão e percussão vocal, e Robinho Tavares assumiu o baixo. Esses instrumentistas se juntaram a Marcelo Maita, que tocou piano elétrico e sintetizador. Eles gravaram músicas como “Corsário”, composição de João Bosco e Aldir Blanc, que ficou famosa na voz de Ney Matogrosso em 1975.

O que esperar do lançamento

Este Elis Regina álbum póstumo é uma oportunidade para novas gerações conhecerem a obra da cantora e para os fãs reviverem sua arte. O projeto mostra como a tecnologia pode ajudar a preservar e reinterpretar o trabalho de grandes artistas. A previsão é que as dez faixas cheguem ao público em novembro, oferecendo uma nova perspectiva sobre a “Pimentinha” da música brasileira. Portanto, prepare-se para mais uma obra marcante de uma das maiores vozes do Brasil.

Paralelamente a este lançamento, existe uma discussão sobre a remixagem do álbum “Elis” de 1973. Esse caso gerou indignação pública do pianista e arranjador Cesar Camargo Mariano e pode até ir parar na Justiça. No entanto, o novo álbum de 1976 segue seu curso, focado em trazer uma experiência musical renovada e de alta qualidade para os admiradores de Elis Regina.