O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu um passo importante esta semana ao decidir abrir um processo disciplinar STJ contra o ministro Marco Buzzi. Ele enfrenta acusações de importunação sexual, e a corte busca esclarecer os fatos. Esta decisão veio após a análise de um relatório de sindicância interna. Tal documento considerou graves os relatos contra o ministro. Além disso, conforme o documento, a sindicância recomendou que Buzzi continue afastado do cargo até o fim do caso.
A defesa do ministro tem se manifestado, afirmando que Buzzi “não cometeu qualquer ato impróprio”. Eles também alegam que as acusações “carecem de provas concretas”. Este é um ponto crucial na apuração. O ministro já está afastado de suas funções desde fevereiro, por decisão unânime do próprio STJ. Ele está impedido de entrar nas dependências do tribunal.
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Detalhes das Acusações e o Processo Disciplinar STJ
O ministro Marco Buzzi é alvo de duas denúncias de importunação sexual. Uma das acusações partiu de uma jovem de 18 anos. Por exemplo, ela passou férias com a família na casa do ministro, em Santa Catarina. A outra denúncia veio de uma mulher que trabalhou no gabinete dele. Esta segunda vítima relatou episódios repetidos de assédio, supostamente ocorridos em 2023. Ambas as mulheres foram ouvidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que então compartilhou as informações com as autoridades competentes.
O processo disciplinar STJ terá um prazo de 140 dias para ser finalizado. Contudo, este período pode ser prorrogado. Para isso, é preciso que seja indispensável para a conclusão da investigação e haja um motivo justificado. A deliberação para a prorrogação cabe ao Plenário ou ao Órgão Especial do tribunal. A punição máxima que um processo disciplinar pode aplicar é a aposentadoria compulsória. Isso mostra a seriedade da apuração em curso.
Investigação no Supremo Tribunal Federal
Além do andamento do processo disciplinar STJ, ademais, o ministro Marco Buzzi também é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Nunes Marques abriu esta investigação na mesma terça-feira. Este inquérito visa apurar a conduta de Buzzi, especialmente em relação à denúncia da jovem de 18 anos. A abertura de um inquérito representa o início formal de uma fase de investigação. Seu objetivo é verificar a existência de um crime e identificar a autoria.
Este procedimento é autorizado quando existem indícios mínimos de irregularidades. Em outras palavras, ele serve como uma ferramenta essencial para checar a veracidade das suspeitas levantadas. É importante notar que a abertura da apuração não significa uma condenação antecipada. Da mesma forma, não confirma a prática de atos ilícitos. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da abertura do inquérito. O procurador-geral da República, Paulo Go, afirmou que “há elementos suficientes para instauração do inquérito”.
Próximos Passos da Apuração
Com o processo disciplinar no STJ e o inquérito no STF em andamento, o caso do ministro Marco Buzzi entra em uma fase decisiva. As autoridades competentes irão coletar mais provas. Além disso, elas ouvirão testemunhas e analisarão todos os fatos. O objetivo, portanto, é garantir uma apuração completa e justa. A sociedade acompanha de perto os desdobramentos, esperando por transparência e a devida aplicação da lei.
A situação de Buzzi é complexa. Envolve diferentes esferas da justiça. Primeiro, o STJ avalia a conduta administrativa. Segundo, o STF investiga possíveis crimes. A defesa continua a negar as acusações. Por isso, a investigação deve ser minuciosa. O resultado final terá grande impacto na carreira do ministro e na imagem das instituições.
